Trump rejeita ajuda da NATO no Estreito de Ormuz
O presidente dos EUA diz ter recebido um telefonema da NATO a oferecer ajuda no Estreito de Ormuz, mas Donald Trump diz ter recusado, pedindo-lhes para "se manterem afastados".
Itália considera "fundamental" a reabertura do Estreito de Ormuz
França e Reino Unido vão liderar missão para proteger a liberdade de navegação no Estreito
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, elogiou o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz e apelou a uma "unidade completa" e a um "acordo duradouro".
O primeiro-ministro afirmou que o Reino Unido vai liderar, juntamente com a França, uma missão internacional para proteger a navegação livre assim “que as condições o permitam, de forma estritamente pacífica e defensiva”.
Starmer adiantou que dezenas de países vão contribuir para esta missão, mas adiantou que mais detalhes serão anunciados na próxima semana.
Macron acredita que projeto da missão de segurança é "ainda mais legítimo" para "consolidar" a reabertura de Ormuz
Os mecanismos definidos pelo projeto de missão preveem "trazer segurança aos navios que transitam no Golfo".
"Na próxima semana haverá uma nova reunião em Londres, com trabalho diplomático e desconstrução do conflito, juntamente com os Estados Unidos e Israel".
França já apoiou com "mecanismos militares" franceses no estrangeiro.
Bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos "permanecerá em pleno vigor"
Preços do petróleo caem mais de 10% com abertura do estreito de Ormuz
O equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em maio, caía 11,11%, para 84,17 dólares.
O Irão decidiu abrir totalmente o estreito de Ormuz à navegação comercial enquanto durar o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.
c/Lusa
Trump congratula-se com anúncio do Irão sobre a abertura do Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz reabre durante o cessar-fogo
"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se totalmente aberta a passagem de todos os navios mercantes pelo estreito de Ormuz durante o resto do período de cessar-fogo", afirmou Abbas Araghchi numa mensagem nas redes sociais, na qual indicou que os navios seguirão a rota "coordenada e já anunciada" com a Organização Portuária e Marítima iraniana.
Presidente do Irão afirma que Israel foi forçado a aceitar cessar-fogo no Líbano
O líder iraninano aproveitou para agradecer ao Paquistão pelo que chamou de esforços dedicados para ajudar a orientar a diplomacia, preservando "a dignidade e o orgulho do Irão".
O Irão "nunca procurou armas nucleares" e não quer instabilidade ou terrorismo na região.
Exército israelita vai manter todas as posições que "limpou e capturou" no Líbano
Além disso, as Forças Armadas Israelitas "mantêm e continuarão a manter" todas as posições que "conquistaram e capturaram".
Presidente do Irão agradece ao Paquistão por "papel eficaz" no processo de mediação
Kremlin saúda cessar-fogo entre Israel e Líbano apoiado pelos EUA
O Kremlin afirmou esta sexta-feira que acolhe com satisfação o cessar-fogo entre Israel e o Líbano, apoiado pelos EUA, e espera que ajude a evitar a repetição de confrontos militares.
Comissão Europeia prepara-se para eventuais falhas para a aviação mas diz que não há escassez de combustíveis
"A razão dessa preocupação é que as nossas refinarias cobrem cerca de 70% do consumo da UE, sendo o restante dependente de importações e, se a situação [de bloqueio] no Estreito de Ormuz persistir, a UE estará preparada para lançar uma possível ação coordenada no que diz respeito ao combustível de aviação", explicou a responsável, falando na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.
Bruxelas diz estar "plenamente ciente de que o mercado de combustível de aviação está sob pressão e a ser monitorizado de perto" e lembrou que "a UE mantém reservas de emergência em conformidade com a legislação europeia e [que] estas podem ser libertadas se o mercado assim o exigir".
Presidente do Líbano considera cruciais as negociações diretas com Israel
Enviado dos EUA à Síria defende autocracia como único modelo viável na região
O enviado especial dos Estados Unidos (EUA) à Síria e embaixador norte-americano na Turquia, Tom Barrack, defendeu hoje que as autocracias são os únicos modelos políticos viáveis na região do Médio Oriente.
Para Barrack, o movimento de protesto e tentativa de revolução democrática naquela zona do globo, no início da década passada, "evaporou-se".
"Tudo o resto, aquela Primavera Árabe, desvaneceu-se e evaporou-se e os países que se vestiram com esse disfarce de democracia falharam", continuou, acrescentando que aquela parte do mundo "só respeita uma coisa: o poder. Porque, sem poder, é-se apanhado desprevenido e a Síria é um excelente exemplo disso".
Índia convidada por Reino Unido e França para participar na iniciativa de Ormuz
O estreito é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável por 20 por cento do fornecimento global de petróleo.
Irão rejeita qualquer cessar-fogo temporário
“Não aceitaremos nenhum cessar-fogo temporário”, disse o vice-ministro, acrescentando que o ciclo de conflito “deve terminar aqui, de uma vez por todas”.
Sobre o Estreito de Ormuz, afirmou que a hidrovia permaneceu historicamente aberta, observando que, embora esteja localizada dentro das águas territoriais do Irão, é acessível há muito tempo.
Khatibzadeh acusou ainda os Estados Unidos e Israel de provocarem instabilidade na região, afirmando que as suas ações afetaram negativamente o comércio global e a economia em geral.
Preços do petróleo caem entre esperanças de desescalada no Médio Oriente
Pelo menos 13 mortos em ataques a tiro pouco antes da entrada em vigor do cessar-fogo
Negociações entre Síria e Israel "não chegaram a um impasse"
Pequim espera que cessar-fogo seja mantido “com responsabilidade”
Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita vão discutir formas de pôr fim à guerra com Irão
"Espera-se que a reunião inclua discussões sobre o desenvolvimento de soluções regionais para questões regionais, particularmente a guerra entre os EUA, Israel e o Irão, dentro da estrutura de uma abordagem de responsabilidade regional", disse a fonte.
Os ministros dos quatro países realizaram duas reuniões no âmbito dos esforços para intermediar o fim da guerra com o Irão. A Turquia, vizinha do Irão, tem mantido contacto próximo com os EUA, o Irão e o Paquistão, que funciona como mediador.
Petroleiro com pavilhão de Hong Kong passa em Ormuz
Autoridades libaneses a trabalhar para reabrir ponte importante destruída em ataque israelita
Leão XIV e Donald Trump. Do elogio à tirania
Há uma semelhança entre Leão XIV e Donald Trump - a nacionalidade. Mas apenas isso, pois o confronto verbal entre estas duas personalidades está a escalar.
As primeiras insinuações surgiram quando Leão XIV quando se pronunciou contra os nacionalismos, fecho de fronteiras e o levantar de muros e o ódio protagonizado pela campanha “América Primeiro”. Miguel Soares - RTP Antena 1
Hezbollah libanês ameaça estar "com o dedo no gatilho" em caso de violações israelitas
Em comunicado, o movimento pró-Irão afirmou ter realizado "2.184 operações militares" contra Israel e o exército israelita em território libanês durante os 45 dias de guerra.
"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque temem a traição do inimigo", acrescentou o comunicado.
Primeiro-ministro paquistanês saúda cessar-fogo
"O Paquistão reafirma o apoio inabalável à soberania e à integridade territorial do Líbano e continuará a apoiar todos os esforços voltados para uma paz duradoura na região”.
Milhares de pessoas celebram cessar-fogo no Líbano e regressam a casa
Macron afirma que cessar-fogo entre Líbano e Israel "pode já estar comprometido"
J’apporte tout mon soutien au cessez-le-feu entre le Hezbollah et Israël tel que le Président Trump l’a annoncé hier.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) April 17, 2026
J’exprime aussi ma préoccupation qu’il puisse d’ores et déjà être fragilisé par la poursuite d’opérations militaires.
Je demande la sécurité…
Regime reclama retirada das forças israelitas de território libanês
O porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, recebeu "com satisfação" o anúncio do cessar-fogo de dez dias, que entrou em vigor na quinta-feira à noite.
"Desde o início das conversações com diversas partes regionais e internacionais, incluindo as negociações de Islamabad, a República Islâmica do Irão tem sublinhado constantemente a necessidade imperiosa de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, incluindo o Líbano", afirmou.
"Após as conversações de Islamabade, o Irão perseguiu este objetivo com a máxima seriedade", acrescentou o porta-voz, nos termos de um comunicado divulgado pela televisão iraniana Press TV.
Rangel no Líbano para anunciar apoio à educação de crianças deslocadas
O ministro português dos Negócios Estrangeiros reúne-se esta sexta-feira com o homólogo libanês, Youssef Raggi, em Beirute, para expressar solidariedade com o Líbano e anunciar apoio financeiro à educação de crianças deslocadas.
Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, citada pela agência Lusa, adiantou que a visita de Paulo Rangel estava a ser preparada há vários dias, coincidindo agora com o início do cessar-fogo entre Líbano e Israel.
Durante o encontro com o chefe da diplomacia libanesa, o governante português irá anunciar um apoio financeiro de 150 mil euros, no âmbito da UNESCO, destinado a apoiar a educação de dezenas de milhares de crianças afetadas pelo conflito, que já fez mais de um milhão de deslocados no Líbano.
O ministro já tinha anunciado, no mês passado, que Portugal faria uma contribuição extraordinária à UNESCO para apoiar a educação no país em guerra.
Reafirmar a “completa solidariedade” com o Líbano e expressar condolências pelas centenas de vítimas civis são outros objetivos da visita de Rangel ao país do Médio Oriente.
O ministro também deverá apelar ao “respeito integral” do cessar-fogo.
Cessar-fogo de dez dias
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que o homólogo libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acordaram um cessar-fogo de dez dias, em vigor a partir das 22h00 de quinta-feira (hora de Lisboa), e que o entendimento vincula o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.
O ministro português dos Negócios Estrangeiros saudou a trégua, instando as partes a respeitar o acordo e a soberania e integridade territorial do país, sob ataques de Israel há um mês e meio.
A atual escalada entre Israel e o Líbano começou a 2 de março, dois dias depois do início dos ataques de Israel e EUA contra o Irão.
O Hezbollah lançou rockets contra o norte de Israel, rompendo uma trégua anterior e levando este país a responder imediatamente com ataques aéreos contra o território libanês, incluindo Beirute.
Sobre o conflito, o Governo português tem condenado reiteradamente os ataques do Hezbollah e os de Israel, apelando a uma total cessação das hostilidades, que considera benéfica para a população do Líbano, mas também para o processo de cessar-fogo da guerra envolvendo o Irão e que corre sob a mediação do Paquistão.O ministro português já tinha visitado Beirute em 12 de fevereiro do ano passado, tendo sido então o primeiro chefe de diplomacia a reunir-se com o novo primeiro-ministro, Nawaf Salam, e o novo ministro dos Negócios Estrangeiros naquela altura.
Segundo a agência das Nações Unidas para as migrações (OIM), mais de um milhão de pessoas foram deslocadas por este conflito, com mais de 141 mil atualmente alojadas em mais de 700 centros coletivos em todo o país.
O custo humano "tem sido devastador", com mais de duas mil mortes, ataques a instalações e profissionais de saúde e a destruição de estradas, pontes, casas e outras infraestruturas críticas, de acordo com a OIM.
c/ Lusa
Guterres “saúda papel dos Estados Unidos”
- Com o cessar-fogo entre israelitas e libaneses já em vigor, o secretário-geral das Nações Unidas veio apelar a “todas as partes” para que observem a trégua de moo integral. “O secretário-geral saúda o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano e elogia o papel dos Estados Unidos na sua facilitação”, afirmou em comunicado o porta-voz de António Guterres, Stéphane Dujarric. A ONU manifesta a expectativa de que a suspensão dos bombardeamentos “abra caminho a negociações”;
- O cessar-fogo entrou em vigor à meia-noite no Líbano, 22h00 em Lisboa. O exército libanês alertou, ainda assim, os deslocados do sul do Líbano, território mais fustigado pelos bombardeamentos israelitas contra posições do Hezbollah, para os riscos de regressarem às suas casas. Isto por causa de ataques intermitentes reportados já após o início da trégua;
- A Agência Nacional de Notícias do Líbano noticiou bombardeamentos israelitas nas localidades de Khiam e Dibbine menos de uma hora após a entrada em vigor do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel garantem estar a investigar relatos de bombardeamentos e disparos de artilharia no sul do Líbano;
- O Hezbollah continuou a disparar rockets contra cidades e comunidades do norte de Israel até ao início da trégua;
- Segundo o Departamento de Estado norte-americano, o acordo proíbe Israel de levar a cabo ações militares ofensivas no Líbano. Contudo, o Estado hebraico reserva-se o direito de se defender “a qualquer momento contra ataques planeados, iminentes ou em curso”;
- O Hezbollah, movimento xiita libanês conotado com o regime iraniano, avisa que quaisquer ataques das Forças de Defesa de Israel terão resposta. O movimento pediu também cautela face ao que descreveu como hábito histórico israelita de “quebrar pactos”;
- O acordo foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse ter conversado com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, convidando ainda ambos para “conversas significativas” na Casa Branca;
- O conflito entre Israel e o Hezbollah matou mais de 2.100 libaneses e deslocou mais de 2,1 milhões;
- Benjamin Netanyahu referiu-se ao cessar-fogo como uma oportunidade “histórica” para a paz, embora se tenha recusado a retirar suas tropas do sul do Líbano durante a trégua: “Permaneceremos no Líbano numa zona de segurança ampliada. É onde estamos e não sairemos”;
- O porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei, saudou também o cessar-fogo, enfatizando que este fazia parte do acordo original entre Irão e Estados Unidos, mediado pelo Paquistão.
Negociações entre EUA e Irão podem ser retomadas no fim de semana
A diplomacia de Donald Trump acelera e o próximo destino pode ser o Irão.
Foto: Graeme Sloan - EPA
Trump acredita que é possível chegar a um "bom acordo", desde que o regime iraniano renuncie, definitivamente, ao desenvolvimento de armas nucleares.
Netanyahu aceita trégua de Trump mas exige fim do Hezbollah
Benjamin Netanyahu confirmou o cessar-fogo de dez dias anunciado pelo presidente americano Donald Trump, mas deixou um aviso: a trégua só terá sucesso se o Hezbollah for desmantelado.
Foto: Ronen Zvulun - Reuters
Turquia acusa Israel de desestabilizar o Médio Oriente
Recep Tayyip Erdogan endurece o tom e coloca Israel no centro da instabilidade regional.
Foto: Necati Savas - EPA
Guerra com o Irão já custou 28 mil milhões de dólares aos EUA
Até ao cessar fogo que começou na semana passada, a guerra com o Irão já custou aos norte-americanos 28 mil milhões de dólares. São cerca de 24 mil milhões de euros.
Estados Unidos ameaçam Teerão com retomar da guerra
Os Estados Unidos estão prontos a retomar a guerra com o Irão se não houver acordo sobre as exigências feitas pela Casa Branca. O secretário da Defesa avisou que o actual bloqueio do Estreito de Ormuz é aplicável a todos os navios de portos iranianos e vai manter-se o tempo que for necessário.
Trump anunciou cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano
Concordaram em iniciar um cessar-fogo de 10 dias às 22 horas, embora não tenha especificado qual dia começaria.