Pavilhão de Espanha será centro de investigação de mudanças climáticas - Zapatero

Saragoça, Espanha 14 Set (Lusa) -- O primeiro-ministro espanhol José Luís Rodríguez Zapatero anunciou a instalação no pavilhão de Espanha na Exposição Internacional de Saragoça, que hoje encerra, de um centro de investigação sobre as mudanças climáticas.

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"Instalaremos na Expo, no pavilhão de Espanha, o centro de investigação sobre mudanças climáticas, um projecto do Governo de Espanha, que contará com a colaboração do Governo de Aragão e da Câmara de Saragoça", anunciou Zapatero na cerimónia de encerramento da Expo 2008.

O Chefe de Governo espanhol qualificou de um "rotundo êxito" a exposição internacional, não só pelo número de visitantes, cerca de 5,5 milhões em três meses, mas igualmente pela "boa organização, pelo bom trabalho realizado e pela boa imagem projectada de Saragoça e de Espanha".

Zapatero comprometeu-se ainda com as recomendações da Carta de Saragoça para a gestão sustentada da Água, elaboradas a partir das conclusões da Tribuna da Água, o fórum de discussão da Expo, onde intervieram mais de dois mil peritos de todo o Mundo.

"Fazemos nossas estas recomendações e levá-las-emos à prática no desenvolvimento de iniciativas ambientais e na nossa actividade de cooperação internacional", declarou.

Portugal foi o país estrangeiro que mais conferencistas trouxe à Tribuna da Água, seguido do México e do Brasil.

Para Zapatero, Saragoça foi nos últimos três meses "uma excelente porta-voz" das "prioridades e dos compromissos de Espanha para com a água e o desenvolvimento sustentável e com a solidariedade".

"Só podem julgar-se responsáveis as atitudes de respeito aos recursos naturais, que transcendem as fronteiras que habitamos e o horizonte temporal da geração a que pertencemos. A Expo colocou os seus meios ao serviço desta consciência e desta causa", sustentou.

O primeiro-ministro espanhol referiu o processo de preparação da cidade anfitriã para a Expo, "naquele que foi a grande transformação da Saragoça contemporânea".

"Agora temos a oportunidade e o dever de rentabilizar o esforço e a imaginação que aqui se aplicaram", afirmou, sublinhando que os investimentos realizados "serão muito mais que um mero património para a memória, mas antes de mais, espaços úteis para os cidadãos e para o progresso de Saragoça".

A Expo 2008 encerra hoje depois de ter reunido nos últimos três meses 105 países num recinto de 25 hectares junto ao rio Ebro, sob o lema "Água e desenvolvimento sustentável".

ACL.

Lusa/Fim.


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