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Pelo menos 10 mortos em operações policiais em favelas do Rio de Janeiro

Pelo menos 10 mortos em operações policiais em favelas do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 19 Jul (Lusa) - Pelo menos dez homens morreram em confrontos com a Polícia Militar (PM), sexta-feira, durante operações em favelas cariocas situadas na Zona Oeste da cidade, em mais um dia de violência no Rio de Janeiro.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Além drogas, foram apreendidos três fuzis (dois Kalashnikov AK-47 de fabricação russa), uma espingarda, três pistolas, grande quantidade de munições e granadas.

A polícia estava a investigar uma denúncia de que após terem roubado carros, os traficantes estariam a preparar uma invasão à favela e se escondiam no alto do morro.

Para evitar o confronto entre traficantes de facções rivais, a Polícia Militar realizou uma incursão de manhã e foi recebida a tiros. O local era de difícil acesso e todos os corpos tiveram de ser retirados por helicóptero. Cinco carros roubados foram recuperados.

Ainda sexta-feira, 300 polícias especializados realizaram uma megaoperação em três favelas cariocas no Bairro de Campo Grande (Carobinha, Barbante e Vilar Carioca) com o objectivo de coibir a acção de grupos de milicianos.

Cerca de 40 mandados de prisão foram expedidos contra pessoas que teriam envolvimento com o tráfico de drogas e grupos paramilitares na região.

Formadas por ex-soldados, polícias, guardas prisionais e bombeiros no activo ou reformados, as milícias disputam com os traficantes o controlo de comunidades pobres.

Na operação, a polícia apreendeu placas de carro da Secretaria de Segurança Pública clonadas, fardas de pára-quedista do Exército, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além de coletes à prova de balas e uma pistola israelita.

Apenas uma pessoa foi presa que, segundo investigações da polícia, teria ligações com o deputado estadual Natalino José Guimarães (DEM) e seu irmão, o vereador Jerónimo Guimarães Filho, o Jerominho (PMDB).

Trata-se de inspetores da Polícia Civil, que actuaram durante anos em várias esquadras da Zona Oeste e são acusados de comandar milicianos na localidade.

Nos últimas dois dias, outras quatro pessoas foram baleadas entre elas três polícias. Na madrugada de quinta-feira, um carro de polícia estacionado num bairro da Zona Sul, local nobre da cidade, foi metralhado com mais de 20 disparos por pessoas armadas.

O cabo Francisco Pereira Júnior, de 34 anos, e o sargento Joel de Almeida Gomes, de 40, que estavam dentro do veículo não tiveram tempo para reagir e morreram na altura.

Domingo, a orla de Copacabana será palco de protestos contra a impunidade. O apelo será feito por moradores, movimentos sociais e familiares de vítimas da violência no Rio de Janeiro que pedem às autoridades maior segurança na cidade.

FO.

Lusa/Fim


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