Pelo menos 11 mortos em novos confrontos perto de Damasco

Pelo menos 11 mortos em novos confrontos perto de Damasco

Pelo menos 11 pessoas morreram em novos confrontos sectários perto de Damasco na noite passasa, anunciou a agência fical síria Sana.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Bilal al Hammoud - EPA

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) tinha dito anteriormente que duas pessoas tinham morrido entre a noite de terça-feira e hoje, quando forças ligadas às autoridades sírias entraram em confronto contra combatentes drusos em Sahnaya, a cerca de 15 quilómetros a sudoeste de Damasco.

"Não dormimos a noite toda (...) estão a cair morteiros sobre as nossas casas", disse à agência de notícias France-Presse (AFP) por telefone Samer Rafaa, residente e ativista em Sahnaya, onde parte da população é drusa.

De acordo com o OSDH, sediado no Reino Unido e que tem uma forte rede de fontes na Síria, um dos dois mortos em Sahnaya era um combatente druso.

Na segunda-feira, confrontos na cidade vizinha de Jaramana, de maioria drusa, perto de Damasco, fizeram 17 mortos, de acordo com o OSDH, nomeadamente oito combatentes drusos e nove membros de grupos armados que atacaram a cidade.

Na noite de terça-feira, foi alcançado um acordo entre representantes do Governo sírio e líderes drusos em Jaramana para colocar fim aos confrontos.

Os confrontos estão a revelar a violência contra as minorias na Síria, como os massacres em março contra a minoria alauita, da qual faz parte o antigo Presidente sírio Bashar al-Assad.

O ataque a Jaramana foi realizado por grupos afiliados ao Governo central, depois de uma mensagem áudio atribuída a um druso ter circulado nas redes sociais e ter sido considerada uma blasfémia contra o profeta Maomé.

A AFP não conseguiu verificar a autenticidade da mensagem e os líderes espirituais da minoria drusa condenaram qualquer ataque ao profeta.

Os drusos - uma minoria com raízes no Islão, mas com elementos distintos e esotéricos - estão distribuídos sobretudo entre o Líbano, a Síria e Israel.

O ex-Presidente Bashar al-Assad fugiu da Síria para a Rússia no dia da captura de Damasco, em 08 de dezembro, por rebeldes islamitas dirigidos pela Organização para a Libertação do Levante (Hayat Tahrir al-Sham), cujo líder, Ahmed al-Chaara, é agora o Presidente da transição no país.

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