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Pelo menos 49 pessoas morreram num naufrágio na costa da Mauritânia

Pelo menos 49 pessoas morreram num naufrágio na costa da Mauritânia

Pelo menos 49 pessoas morreram e centenas estão desaparecidas depois do naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes ao largo da costa da Mauritânia, divulgaram hoje a Guarda Costeira e a polícia mauritanas.

Lusa /

No total, "49 corpos já foram recuperados e enterrados", confirmou à agência de notícias AFP a polícia militar da zona onde ocorreu o naufrágio.

"Uma das nossas patrulhas conseguiu resgatar 17 pessoas. Até ao momento, foram recuperados e enterrados 49 corpos, e a busca continua" pelos restantes ocupantes, ainda desaparecidos, acrescentou a Guarda Costeira mauritana, referindo que este é "um número provisório".

O barco naufragou durante a noite de terça para quarta-feira, a cerca de 80 quilómetros a norte da capital mauritana, Nouakchott, com 160 pessoas a bordo, segundo as mesmas fontes.

O barco "tinha partido da Gâmbia há uma semana", com "senegaleses e gambianos a bordo".

"Quando os migrantes avistaram as luzes [da localidade] de Lemhaijratt, todos se desviaram para o mesmo lado, provocando o naufrágio", explicou o chefe da Guarda Costeira mauritana.

A Mauritânia, um país predominantemente desértico da África Ocidental, com mais de 700 quilómetros de costa atlântica, tornou-se nos últimos anos um ponto de partida para muitos migrantes de todo o continente que tentam chegar à Europa por via marítima.

Dezenas de milhares de migrantes morreram nos últimos anos ao tentar chegar à Europa a partir de África, através das ilhas Canárias, a bordo de barcos frequentemente sobrelotados.

Só em 2024, a organização não-governamental espanhola Caminando Fronteras reportou um total de 10.457 mortos ou desaparecidos no mar.

Depois de um ano recorde em 2024, marcado pela chegada de 46.843 migrantes às Canárias, o ritmo abrandou significativamente nos últimos meses, segundo o Ministério do Interior espanhol.

O Ministério espanhol registou 10.882 chegadas entre janeiro e meados de maio, uma quebra de 34,4% face ao período homólogo.

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