Pelo menos 76.000 deslocados no Iémen desde julho
Pelo menos 76 mil pessoas fugiram das suas casas com a intensificação dos confrontos no Iémen, anunciou este sábado a ONU, alertando para um agravamento da crise no país.
"Pelo menos, 76.000 pessoas fugiram das suas casas desde julho com a intensificação dos combates", anunciou, em comunicado, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), alertando que esta crise se está a agravar rapidamente e muda a "cada hora".
Em Dublim, esta manhã, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter mantido conversas com os rebeldes huthis pró-Irão do Iémen, que pediram a Washington para não interferir no conflito com a Arábia.
"Tivemos conversas. Os huthis ligaram-nos [...] e não querem que os ataquemos", adiantou Trump, numa conferência de imprensa, durante a visita de dois dias à Irlanda.
Donald Trump disse ainda ter conversado com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, e que, apesar da escalada das hostilidades na região, "tudo vai acabar bem".
A ofensiva dos huthis fez com que a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo bruto, ficasse numa situação delicada, uma vez que o estreito de Ormuz está bloqueado por Teerão desde o início da guerra no Médio Oriente.
Por outro lado, a infraestrutura petrolífera saudita foi, esta semana, alvo de um ataque dos huthis com drones e mísseis.