EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Pelo menos quatro tripulantes morreram no ataque a um rebocador no estreito de Ormuz

Pelo menos quatro tripulantes morreram no ataque a um rebocador no estreito de Ormuz

Pelo menos quatro marinheiros morreram e outros três ficaram gravemente feridos após um rebocador ter sido atingido na sexta-feira por mísseis no estreito de Ormuz, a onze quilómetros da costa norte de Omã.

Lusa /

O tráfego marítimo está suspenso no estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais de combustível do mundo, após as ameaças do Irão, devido à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o país persa.

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, confirmou a morte dos marinheiros num comunicado em que lamentou que tenham sido "alvos dos ataques".

"Alarmou-me e entristeceu-me profundamente saber de um ataque mortal a uma embarcação no estreito de Ormuz a 06 de março de 2026, no qual, segundo se informa, pelo menos quatro marinheiros perderam a vida e três ficaram gravemente feridos", lê-se na nota.

Anteriormente, o Centro de Operações do Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) indicou que o incidente foi registado por volta das 12:57 horas (hora britânica).

"Recomenda-se que os navios transitem com precaução e que informem qualquer atividade suspeita ao UKMTO", afirmaram.

Já a OMI estimou que 20.000 marinheiros se encontram atualmente "presos" no Golfo Pérsico devido à interrupção do trânsito, estando "a bordo de navios sujeitos a um risco elevado e a uma tensão mental considerável".

"Isto é inaceitável e insustentável. Todas as partes (...) têm a obrigação de tomar as medidas necessárias para garantir a proteção das pessoas do mar, incluindo os seus direitos e bem-estar, e a liberdade de navegação, de acordo com o direito internacional", defendeu Domínguez.

Este incidente ocorreu depois de o navio porta-contentores `Safeen Prestige`, com bandeira de Malta, ter sido danificado por um projétil esta semana enquanto navegava perto das águas do estreito de Ormuz.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, assegurou esta quinta-feira que o país não procedeu ao encerramento de Ormuz, embora não tenha descartado tomar medidas nesse sentido se a situação "o exigir" depois de a Guarda Revolucionária iraniana ter ameaçado atacar qualquer navio que atravessasse as suas águas, garantindo que controlava o estreito.

Tópicos
PUB