Pentágono examina imagens satélite no rasto dos explosivos desaparecidos

O Pentágono está a examinar imagens de satélite para tentar determinar como e quando quase 330 toneladas de potentes explosivos desapareceram dos depósitos de al- Qaaga e dos seus arredores no Iraque, indicaram quinta-feira responsáveis do Pentágono.

Agência LUSA /

O desaparecimento destes explosivos está no centro da campanha eleitoral, a cinco dias das eleições presidenciais norte-americanas.

Responsáveis do Pentágono e chefes militares sugeriram que estas munições podem ter desaparecido quando o depósito estava ainda sob o controlo dos iraquianos antes da invasão norte-americana.

"Nós temos pessoas que tentam examinar o que os nossos satélites de vigilância conseguiram registar", explicou Lawrence DiRita, porta-voz do Pentágono, precisando que o Departamento da Defesa procura verificar o conteúdo dos diferentes relatórios realizados sobre este depósito de munições.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) visitara pela primeira vez aquela instalação, situada a 50 quilómetros ao sul de Bagdad, pouco antes da invasão do Iraque, a 19 de Março de 2003.

Soldados norte-americanos estiveram no local entre 03 de Abril e 27 de Maio de 2003, segundo o Pentágono.

Um comandante norte-americano reconheceu quarta-feira que a inspecção de munições, no início de Abril, foi conduzida de forma "superficial".

Mas, precisou o coronel Dave Perkins, comandante da primeira divisão norte-americana a chegar ao local, as portas de alguns depósitos estavam abertas no complexo que albergava cerca de 80 edifícios e 30 a 40 bunkers.

A AIEA informou segunda-feira o Conselho de Segurança da ONU "da perda, depois de Abril de 2003, por roubo e pilhagem das instalações governamentais devido à falta de segurança" de explosivos armazenados no antigo centro militar Al-Qaaqa.

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