Pequim proíbe oficialmente utilização de 17 substâncias nocivas em alimentos
Pequim, 16 Dez (Lusa) - A China proibiu oficialmente a utilização de 17 substâncias nocivas nos alimentos, no âmbito de uma campanha lançada para restaurar a confiança dos consumidores após o escândalo do leite adulterado com melamina.
A lista publicada segunda-feira à noite pelo ministério da Saúde preenche um vazio jurídico e integra substâncias como o ácido bórico, utilizado nos insecticidas e que é acrescentado aos alimentos para lhes dar elasticidade.
O formol figura igualmente nesta lista, que é publicada na sequência do escândalo do leite adulterado com melamina, que começou em Setembro e afectou cerca de 294.000 crianças no total.
O ministério da Saúde evocou recentemente a possibilidade de um aumento do número de bebés mortos, explicando que "poderá" subir para seis, contra os quatro casos conhecidos de lactentes mortos depois de terem bebido leite contaminado pela substância química tóxica.
Esta situação levou as autoridades a lançar no início de Dezembro uma campanha de quatro meses para aumentar a segurança dos produtos alimentares com o objectivo de restaurar a confiança dos consumidores "no Made in China".
Neste âmbito, o ministério publicou igualmente segunda-feira os nomes dos aditivos alimentares que podem ser utilizados, acrescentando que as listas não são exaustivas.
"Estas listas não podem cobrir todos os problemas ligados à adição ilegal de substâncias nos alimentos e à utilização excessiva de aditivos", segundo um comunicado publicado no seu site de Internet.
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