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Pessoas com HIV vivem mais 20 anos em relação 2001

Pessoas com HIV vivem mais 20 anos em relação 2001

A ONU anunciou que o maior acesso aos medicamentos antirretrovirais aumentou a esperança média de vida para 15 milhões de pessoas com HIV. As pessoas afetadas pelo vírus podem, agora, esperar viver quase duas décadas a mais do que aquelas que foram diagnosticadas no início do século.

RTP /
Nacho Doce, Reuters

Um relatório da Organização das Nações Unidas concluiu que os fármacos antirretrovirais mais baratos e disponíveis foram um passo importante para 15 milhões de pessoas infetadas. O estudo citado pelo The Guardian denuncia a ideia de a doença ser uma sentença de morte e comunica o aumento da esperança média de vida.

Atualmente, uma pessoa seropositiva vive em média 55 anos. Esta média cresceu 19 anos comparativamente aos números de 2001 – de acordo com o relatório sobre o VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) e a SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

A ONU mostrou ainda o aumento do acesso aos medicamentos. O número de pessoas com tratamento cresceu de 700 mil para 15 milhões, de 2000 para 2015, respetivamente.
“Uma das maiores conquistas na história da saúde global”
“Alcançar 15 milhões de pessoas com a medicação antirretroviral é uma das maiores conquistas na história da saúde global”, disse Michel Sidibé. O diretor executivo da UNAids reconhece o avanço mas não esquece que ainda existe trabalho a fazer: “Fizemos vergar a curva da SIDA, mas ainda não a quebrámos”.

Os especialistas têm alertado que a doença pode ter um retorno dramático se os Governos não aumentarem os financiamentos. A ampliação do acesso aos medicamentos nos próximos cinco anos é essencial.

No mundo inteiro entre 34,3 a 41,4 milhões de pessoas vivem com o vírus. Segundo a ONU, a maior parte da população afetada é africana, entre 24 a 28,7 milhões de pessoas. Apesar de o número ainda ser elevado, as mortes provocadas pela SIDA caíram 48 por cento, desde 2000.

Os custos dos tratamentos também caíram de 14 mil dólares (cerca de 12 mil euros) para menos de 100 dólares (90 euros).

“Quando as metas de desenvolvimento foram adotadas em 2000, cerca de 10 mil pessoas na África subsariana tiveram acesso ao tratamento do VIH. Para colocar isto em perspetiva, a Zâmbia registou 46.000 pessoas em tratamento no primeiro trimestre de 2015”, explicou Sibidé.

A próxima meta definida pela organização é acabar com a epidemia em 2030. Para que tal aconteça todos os infetados devem ter acesso à medicação.

“Acabar com a epidemia como uma ameaça à saúde pública em 2030 é ambicioso, mas realista, como a história dos últimos 15 anos tem mostrado”, declarou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Desde 1983, ano em que o VIH foi descoberto, que têm existido várias campanhas globais. Ativistas, celebridades e políticos têm lutado para combater o vírus.
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