Pilotos e controladores aéreos culpados da colisão com Boeing da GOL
Os dois pilotos americanos do jacto Legacy que colidiu com um Boeing no Brasil e quatro controladores aéreos foram responsabilizados hoje pela tragédia que vitimou 154 pessoas em Setembro de 2006.
O procurador-geral da República do estado de Mato Grosso, Thiago Lemos de Andrade, concluiu que a imprudência e negligência dos pilotos Joseph Lepore e Jan Paladino, e de quatro controladores provocaram a colisão, que se tornou no maior acidente de aviação do Brasil.
O jacto Legacy, fabricado pela empresa brasileira Embraer, e o Boeing 737-800 da GOL, chocaram em pleno voo sobre a selva amazónica, a 37 mil pés de altura.
Todos os ocupantes do voo da GOL morreram com o impacto da queda, enquanto o Legacy conseguiu aterrar de emergência com setes ocupantes a bordo ilesos.
A acusação do procurador de Mato Grosso é anunciada um mês depois da polícia brasileira concluir uma investigação que responsabilizava os dois pilotos americanos pela colisão dos dois aviões.
A investigação policial revelou que o sistema de anti-colisão do jacto Legacy foi desligado durante 50 minutos antes de colidir com o Boeing, além de que o Legacy não cumpriu o plano original de voo.
Em Abril, a empresa que detém o jacto da Legacy, a ExcelAire, atribuiu o acidente ao deficiente controlo aéreo brasileiro e às falhas técnicas no avião, que cumpria no dia do acidente o voo inaugural.
Num documento de 134 páginas entregue à Polícia Federal, os advogados da empresa afirmam que parte do sistema de rádio e um dos componentes onde está instalado o mecanismo de identificação do voo, apresentaram falhas antes da colisão com o avião da GOL.
Este é o argumento apresentado para explicar a razão pela qual os pilotos do Legacy não foram informados a tempo de que voavam em rota de colisão com o Boeing.