PM cabo-verdiano diz que novo monumento assinala união sobre liberdade e democracia
O primeiro-ministro de Cabo Verde classificou hoje a inauguração do monumento à Liberdade e Democracia, na capital, Praia, como um "momento de união" dos cabo-verdianos, durante o feriado que recorda as primeiras eleições multipartidárias do país, em 1991.
"Não é a bandeira de nenhum partido que está aqui representada, é a bandeira de Cabo Verde", referiu, na cerimónia, na rotunda de Achada Grande Frente, "um momento de união e celebração de um só povo, um só país, uma só nação e um só coração a bater pela liberdade e pela democracia", referiu Ulisses Correia e Silva.
O monumento "ergue-se na confluência da avenida Aristides Pereira, primeiro Presidente da República do regime de partido único, e da avenida António Mascarenhas Monteiro, primeiro Presidente do país democrático. Tem um simbolismo muito forte de transição pacífica, mas com convicção, que fizemos do regime de partido único para o regime da democracia. Por isso é que estas duas avenidas confluem" para o novo monumento, acrescentou.
Os 35 anos de democracia e liberdade "merecem ser evidenciados", sobretudo para novas gerações, referiu Ulisses Correia e Silva.
"Todos estiveram envolvidos neste processo para termos conseguido ter a nossa democracia e liberdade, que é um grande referencial no mundo", disse, assinalando que as únicas cores que interessam são as cores "da bandeira de Cabo Verde".
A obra custou 150 milhões de escudos (1,36 milhões de euros) e evoca a bandeira nacional em peças metálicas ondulantes que se erguem a 17 metros do solo, equipadas com iluminação especial, representando as dez ilhas do arquipélago.
O novo monumento complementa ainda melhorias na infraestrutura rodoviária da zona.