PM de Cabo Verde diz que manifestação em São Vicente "não tem nada a ver" com atual Governo

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O primeiro-ministro cabo-verdiano disse hoje que a manifestação de centenas de pessoas em São Vicente contra o centralismo "não tem nada a ver" com atual Governo, que considera ser o que mais tem feito a descentralização do país.

"Acho que esta manifestação não tem nada a ver com este Governo. Somos o Governo que mais descentralização tem estado a fazer, um Governo engajado na regionalização, que tem estado a transferir mais recursos para os municípios, numa atitude de parceria, por isso acho que não tem nada a ver connosco", disse Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo cabo-verdiano falava aos jornalistas, na cidade da Praia, no final da sessão solene comemorativa do 13 de janeiro, dia da Liberdade e da Democracia, numa reação à manifestação hoje na ilha de São Vicente, promovida pelo movimento Sokols2017, contra o centralismo da capital e em defesa da regionalização político-administrativa em Cabo Verde.

"A manifestação é um direito que as pessoas têm, desde que cumpra os requisitos legais não temos absolutamente nada a opinar", prosseguiu.

"O que eu digo é que o estado da liberdade também cria essa confiança de as pessoas tomarem as suas decisões, opinarem, se organizarem. Isto desde que seja feito na base da lei e do respeito", terminou Ulisses Correia e Silva.

Centenas de pessoas saíram hoje às ruas da ilha de São Vicente, numa manifestação promovida pelo movimento Sokols2017, contestando a extrema dependência de São Vicente das decisões políticas e administrativas da cidade da Praia, na ilha de Santiago.

A manifestação aconteceu no mesmo dia em que o país comemora o 13 de janeiro, dia da Liberdade e da Democracia, em que se assinala 27 anos das primeiras eleições multipartidárias no país, após 16 anos em regime de partido único.

RYPE // JPF

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