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PM guineense anuncia missão da CPLP ao país entre 03 e 05 de novembro

PM guineense anuncia missão da CPLP ao país entre 03 e 05 de novembro

O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau anunciou a chegada ao país de uma missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), prevista para de 03 a 05 de novembro, informaram hoje `media` guineenses.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

De acordo com os meios de comunicação social guineenses, a que a Lusa teve acesso nas redes sociais, Ilídio Vieira Té esteve reunido, segunda-feira, com uma delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), liderada pelo ministro da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Estrangeiro, Cheikh Niang.

Durante a visita do ministro senegalês, que, segundo os `media` locais, se enquadra nos esforços de mediação da organização regional para encontrar uma solução negociada para a crise política guineense e criar condições para o regresso à normalidade democrática, Vieira Té anunciou a visita da missão diplomática da CPLP ao país.

"De acordo com o comunicado, a deslocação [da CPLP] poderá contribuir para ultrapassar o atual contencioso entre a Guiné-Bissau e a organização lusófona e permitir a normalização das relações institucionais", noticiaram.

A Lusa tentou confirmar esta informação junto da CPLP, do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e da missão permanente timorense junto da CPLP em Lisboa, cujo país preside à organização desde dezembro do ano passado, mas, até ao momento, não obteve respostas.

A Guiné-Bissau está suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro desse ano, que interrompeu o processo eleitoral. A decisão da CPLP determina que a suspensão vigore até à retoma da ordem constitucional.

Bissau detinha a presidência do bloco lusófono, mas foi substituída, temporariamente, por Timor-Leste.

Esteve prevista, para fevereiro, uma missão de bons ofícios a Bissau, liderada por Timor-Leste, mas, nas vésperas, acabou por ser cancelada.

No início deste mês, o chefe da diplomacia cabo-verdiana tinha confirmado à agência Lusa que os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP recomendaram o envio de uma missão de alto nível à Guiné-Bissau.

"Reunimos em sede informal com os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP sob a égide de Timor-Leste para analisar a situação na Guiné-Bissau", referiu Manuel Amante da Rosa numa conferência de imprensa sobre os encontros que Cabo Verde manteve em Nova Iorque, em setembro, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Até ao momento, desconhece-se qual será a próxima nação a presidir à organização e, consequentemente, não se sabe onde ocorrerá a próxima cimeira de alto nível da CPLP.

A CPLP foi criada em 17 de julho de 1996, em Lisboa, por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Atualmente integra nove Estados-membros, após a entrada de Timor-Leste e da Guiné Equatorial.

 

 

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