PM Quénia diz que explosão em centro comercial foi ato terrorista
O primeiro-ministro do Quénia, Raila Odinga, afirmou que a explosão ocorrida hoje num pequeno centro comercial em Nairobi, que causou 30 feridos, foi "um ato terrorista".
"Esses são atos de ódio. Nós somos ameaçados, mas não nos irão intimidar. (...) Permaneceremos unidos", declarou Odinga, que se deslocou ao local da explosão, apelando ainda ao reforço das forças de segurança no país.
O líder político referia-se à intervenção do exército queniano na Somália, que acontece desde outubro, com o objetivo de combater os integrantes do movimento islamita rebelde "shebab".
Vários atentados com granada foram cometidos nos últimos meses no Quénia, desde a intervenção do exército queniano na Somália.
Antes, o chefe da polícia queniana, Mathew Iteere, disse que "muito provavelmente" a explosão no pequeno centro comercial foi causada por um "problema elétrico".
Mathew Iteere declarou não existirem indícios de "se tratar de um ataque com granada ou a explosão de uma bomba".
"As conclusões preliminares levam-nos a pensar que se trata de um problema elétrico, que provocou a explosão e depois o incêndio no centro comercial", indicou Iteere.
A empresa de distribuição de energia no país, a Quénia Power, disse que a explosão não podia ter acontecido devido a um problema elétrico.
Uma testemunha, ferida na explosão, afirmou no hospital ter visto um "homem de barbas" e de pele clara a afastar-se após ter deixado para trás um saco na loja e que a deflagração ocorreu momentos depois.