Polícia australiana acusa homem de tentar informar Rússia sobre Exército ucraniano

Polícia australiana acusa homem de tentar informar Rússia sobre Exército ucraniano

A polícia australiana anunciou hoje que um homem foi acusado de ingerência estrangeira, sob a suspeita de ter tentado informar a Rússia sobre as atividades militares da Ucrânia após se ter infiltrado no exército ucraniano.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: AFP

O cidadão russo-australiano, de 27 anos, tinha recebido formação "de tipo militar" na Rússia e integrou posteriormente as forças armadas ucranianas, declarou a comissária da polícia federal australiana, Krissy Barrett, numa conferência de imprensa.

"Não queremos que a Austrália se torne um refúgio para pessoas que se dedicam a atividades de ingerência estrangeira em nome de outros países", afirmou.

A polícia afirmou que o homem se deslocou à Rússia para cumprir a sua formação em outubro de 2024. Regressou depois à Austrália, segundo a mesma fonte, onde "manteve contacto" com indivíduos que julgava estarem ligados aos serviços de informação russos.

Em 2025, viajou para a Ucrânia, alega a polícia, onde se terá alistado nas forças armadas do país. Ali, "obteve acesso a informações relativas ao pessoal militar, unidades e posições das mesmas".

Posteriormente, "forneceu, ou tentou fornecer, informações obtidas na Ucrânia a indivíduos que acreditava agirem em nome dos serviços de informação russos", declarou Krissy Barrett.

"Alega-se que este comportamento criou um risco para a segurança do pessoal militar ucraniano", de acordo com a polícia australiana.

O crime de ingerência estrangeira intencional é punível com uma pena de até 20 anos de prisão na Austrália.

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