Polícia britânica emitirá mandados captura contra suspeitos no caso Litvinenko

A Scotland Yard vai emitir pedidos de detenção contra três suspeitos russos pelo assassínio do ex-espião da mesma nacionalidade Alexander Litvinenko, que morreu em Novembro passado em Londres por envenenamento.

Agência LUSA /
Alexander Litvinenko DR

Segundo escreve o jornal The Mail on Sunday na sua edição de hoje, a polícia comunicou aos familiares de Litvinenko a sua intenção de acusar por assassínio e envenenamento esses três homens, que privaram com a vítima na capital britânica três semanas antes dela morrer intoxicada com polónio 210.

Os suspeitos, que negam a sua implicação no assassínio, são Andrei Lugovoi, Dmitri Kovtun e Vyacheslay Sokolenko, também ex- agentes dos serviços secretos russos.

The Mail on Sunday indica que a Rússia dificilmente atenderia a um pedido de extradição feito pelo governo britânico, que acusa de proteger com o exílio o multimilionário russo Boris Berezovsky, um crítico do presidente Vladimir Putin.

Pelo menos um dos suspeitos que a Scotland Yard quer deter reuniu-se com Litvinenko no hotel Millennium de Londres em 01 de Novembro de 2006, o dia em que este foi hospitalizado por envenenamento com a substância radioactiva.

Em Janeiro passado, o jornal britânico The Guardian relatou que Londres tinha a intenção de solicitar a Moscovo a extradição de Lugovói, embora o ministério público deste país sublinhe que a Constituição russa não permite entregar os seus cidadãos à justiça estrangeira.

Litvinenko, que era ex-coronel do Serviço Federal de Segurança (antigo KGB) e vivia desde 2001 como refugiado na Grã-Bretanha, morreu em 23 de Novembro de 2006 num hospital londrino devido à concentração no seu organismo de elevada dose de polónio 210.

Numa carta escrita antes de morrer, o antigo espião acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de estar por detrás do seu assassínio.

Também os familiares de Litvinenko acusam o Kremlin de estar por detrás da morte do antigo agente russo, o que as autoridades russas desmentem firmemente.

A Scotland Yard entregou em finais de Janeiro ao Ministério Público britânico as primeiras conclusões do inquérito sobre o envenenamento de Litvinenko, que não foram tornadas públicas.


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