Mundo
Polícia de Berlim fala em "presumível atentado terrorista"
O camião que investiu contra um mercado de Natal em Berlim, causando 12 mortos e 48 feridos foi "intencionalmente" lançado sobre a multidão, disse no Twitter a polícia da capital alemã.
Até às primeiras horas da madrugada de terça feira, o ministro alemão do Interior limitava-se ainda a admitir que há “muitos motivos” para pensar que se tratou de um ataque terrorista. Apesar disso, Thomas de Maizière não queria ainda usar a palavra “atentado”.
“Um suspeito foi detido e há muitos motivos para acreditar que se trata do condutor”, afirmava o governante à televisão alemã ZDF. “A investigação determinará o resto”, concluía de Maizière. A polícia deverá dar uma conferência de imprensa na terça-feira, mas entretanto adiantou na sua conta de Twitter que "os nossos investigadores dão como certo que o camião foi intencionalmente lançado contra a multidão no mercado de Natal na Breitscheidplatz".
O primeiro responsável político a afirmá-lo também com clareza não foi, contudo, um governante federal ou berlinense, e sim o ministro do Interior da Renânia-Vestefália, Ralf Jäger: "Com tudo o que sabemos, temos de admitir que se tenha tratado de um atentado terrorista". Um porta-voz de Jäger reforçou: "As informações que temos até agora conduzem-nos a esta avaliação"
A colisão ocorreu por volta das 20h00 locais num mercado de Natal situado na Breitscheidplatz. Os acontecimentos da noite de segunda-feira estão a ser investigados como atos de terror. O camião não parou, nem desacelerou e deixou um rasto de vítimas.
Margarida Neves de Sousa, Filipe Silveira, Sara Cravina - RTP
As autoridades germânicas indicam que havia duas pessoas dentro do veículo pesado, tendo o passageiro morrido no local. Uma segunda pessoa, que a polícia acredita ser o motorista, foi detida pouco tempo depois.
Matrícula polaca
O camião que abalroou a multidão tem matricula polaca, sendo propriedade de uma empresa daquele país do leste europeu. O proprietário indicou aos meios de comunicação polacos que o veículo regressava de Itália, fazendo paragem em Berlim antes de regressar ao país onde está matriculado.
Entrevistado pela rádio polaca, o proprietário da viatura esclareceu que um primo seu viajara com esta para Berlim. Acrescentou ainda que se trata de um condutor experimentado e que não poderia estar na origem de um acidente com as características descritas.
O proprietário indicou ainda que não foi o seu motorista que saiu do veículo, tendo esclarecido ainda não ter contactado com o primo desde a tarde de segunda-feira. A polícia está a investigar se o camião foi desviado por alguém.
A colisão ocorreu junto à Gedächtniskirche, uma Igreja que foi bombardeada durante a II Guerra Mundial, sendo mantida como ruína. Martin Germer, o pároco da Gedächtniskirche, lembrou que se trata de um local de paz e meditação que, a confirmar-se a hipótese do atentado, poderia ter sido escolhido precisamente por isso.

Equipas forenses investigam o incidente que passou para a tutela da polícia federal. A colisão lembra os acontecimentos que ocorreram em julho na cidade francesa de Nice. No dia de aniversário da Tomada da Bastilha, um camião atropelou a multidão e matou mais de 80 pessoas.
As autoridades francesas decidiram já reforçar a segurança em todos os mercados de Natal do país e revelaram que as forças de segurança estarão em vigilância máxima.
Já em novembro, os Estados Unidos tinham emitido um alerta para viajantes com destino a Berlim, garantindo que tinham informação credível que estavam a ser preparados ataques terroristas.
Condolências portuguesas
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escreveu esta segunda-feira ao seu homólogo alemão, Joachim Gauck, a condenar o "bárbaro ataque" em Berlim.
"Foi com profundo pesar que tomei conhecimento do ataque com um camião que ocorreu hoje, ainda há pouco, em pleno mercado de Natal, em Berlim, provocando vítimas mortais e inúmeros feridos. Condeno, de forma veemente, este bárbaro ataque", redige o chefe de Estado português.
Na mensagem dirigida a Joachim Gauck, divulgada na página da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: "Neste momento difícil, quero transmitir-lhe, senhor Presidente, em meu nome e em nome do povo português, toda a solidariedade para com o povo alemão e, de modo particular, para com as famílias das vítimas a quem dirigimos, através de vossa excelência, os sentimentos do nosso sentido pesar".
Em nome do Governo português, António Costa enviou um telegrama à chanceler alemã Angela Merkel. O primeiro-ministro condena o “ataque infame” ocorrido em Berlim.
"Cara Angela, estou profundamente chocado com o ataque infame hoje ocorrido em Berlim. Aceite por favor as minhas sinceras condolências pelas vidas perdidas e os meus melhores desejos de recuperação dos feridos. O terrorismo é uma ameaça que temos de enfrentar juntos e numa frente unida", escreveu Costa.
“Um suspeito foi detido e há muitos motivos para acreditar que se trata do condutor”, afirmava o governante à televisão alemã ZDF. “A investigação determinará o resto”, concluía de Maizière. A polícia deverá dar uma conferência de imprensa na terça-feira, mas entretanto adiantou na sua conta de Twitter que "os nossos investigadores dão como certo que o camião foi intencionalmente lançado contra a multidão no mercado de Natal na Breitscheidplatz".
O primeiro responsável político a afirmá-lo também com clareza não foi, contudo, um governante federal ou berlinense, e sim o ministro do Interior da Renânia-Vestefália, Ralf Jäger: "Com tudo o que sabemos, temos de admitir que se tenha tratado de um atentado terrorista". Um porta-voz de Jäger reforçou: "As informações que temos até agora conduzem-nos a esta avaliação"
A colisão ocorreu por volta das 20h00 locais num mercado de Natal situado na Breitscheidplatz. Os acontecimentos da noite de segunda-feira estão a ser investigados como atos de terror. O camião não parou, nem desacelerou e deixou um rasto de vítimas.
Margarida Neves de Sousa, Filipe Silveira, Sara Cravina - RTP
As autoridades germânicas indicam que havia duas pessoas dentro do veículo pesado, tendo o passageiro morrido no local. Uma segunda pessoa, que a polícia acredita ser o motorista, foi detida pouco tempo depois.
Matrícula polaca
O camião que abalroou a multidão tem matricula polaca, sendo propriedade de uma empresa daquele país do leste europeu. O proprietário indicou aos meios de comunicação polacos que o veículo regressava de Itália, fazendo paragem em Berlim antes de regressar ao país onde está matriculado.
Entrevistado pela rádio polaca, o proprietário da viatura esclareceu que um primo seu viajara com esta para Berlim. Acrescentou ainda que se trata de um condutor experimentado e que não poderia estar na origem de um acidente com as características descritas.
O proprietário indicou ainda que não foi o seu motorista que saiu do veículo, tendo esclarecido ainda não ter contactado com o primo desde a tarde de segunda-feira. A polícia está a investigar se o camião foi desviado por alguém.
A colisão ocorreu junto à Gedächtniskirche, uma Igreja que foi bombardeada durante a II Guerra Mundial, sendo mantida como ruína. Martin Germer, o pároco da Gedächtniskirche, lembrou que se trata de um local de paz e meditação que, a confirmar-se a hipótese do atentado, poderia ter sido escolhido precisamente por isso.
Equipas forenses investigam o incidente que passou para a tutela da polícia federal. A colisão lembra os acontecimentos que ocorreram em julho na cidade francesa de Nice. No dia de aniversário da Tomada da Bastilha, um camião atropelou a multidão e matou mais de 80 pessoas.
As autoridades francesas decidiram já reforçar a segurança em todos os mercados de Natal do país e revelaram que as forças de segurança estarão em vigilância máxima.
Já em novembro, os Estados Unidos tinham emitido um alerta para viajantes com destino a Berlim, garantindo que tinham informação credível que estavam a ser preparados ataques terroristas.
Condolências portuguesas
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escreveu esta segunda-feira ao seu homólogo alemão, Joachim Gauck, a condenar o "bárbaro ataque" em Berlim.
"Foi com profundo pesar que tomei conhecimento do ataque com um camião que ocorreu hoje, ainda há pouco, em pleno mercado de Natal, em Berlim, provocando vítimas mortais e inúmeros feridos. Condeno, de forma veemente, este bárbaro ataque", redige o chefe de Estado português.
Na mensagem dirigida a Joachim Gauck, divulgada na página da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: "Neste momento difícil, quero transmitir-lhe, senhor Presidente, em meu nome e em nome do povo português, toda a solidariedade para com o povo alemão e, de modo particular, para com as famílias das vítimas a quem dirigimos, através de vossa excelência, os sentimentos do nosso sentido pesar".
Em nome do Governo português, António Costa enviou um telegrama à chanceler alemã Angela Merkel. O primeiro-ministro condena o “ataque infame” ocorrido em Berlim.
"Cara Angela, estou profundamente chocado com o ataque infame hoje ocorrido em Berlim. Aceite por favor as minhas sinceras condolências pelas vidas perdidas e os meus melhores desejos de recuperação dos feridos. O terrorismo é uma ameaça que temos de enfrentar juntos e numa frente unida", escreveu Costa.