Mundo
Polícia egípcia volta a enfrentar manifestantes da praça Tahrir
Agentes da Policia Militar egípcia, invadiram no domingo à tarde a praça Tahrir, para tentar expulsar milhares de manifestantes que ocupavam o local. Envergando equipamento antimotim, os polícias incendiaram as tendas montadas durante os protestos e usaram gás lacrimogéneo, balas de borracha e bastões para remover os ocupantes da praça. A área, situada no centro do Cairo, está ligada a vaga de contestação que em fevereiro deste ano levou ao afastamento do ex-Presidente do Egito Hosni Mubarak.
Jornalistas no local dizem que, ao cair da noite, a polícia tinha conseguido fazer debandar os ocupantes.
No entanto, pouco depois do pôr do sol, centenas de manifestantes reagruparam-se junto ao famoso Museu do Cairo e voltaram à carga para regressar à praça, agitando bandeiras egípcias por entre cânticos de Allah-hu Akbar (Deus é grande).
No seu trajeto envolveram-se em confrontos com as forças policiais, tendo ambos os campos apedrejado os seus adversários.
Oposição quer que militares larguem as rédeas do poderA tensão entre os egípcios tem vindo a crescer nos dias que faltam para as eleições legislativas marcadas para 28 de novembro, as primeiras desde a queda do regime autoritário de Hosni Mubarak.
Os manifestantes exigem que os militares, que assumiram o poder depois da queda de Mubarak, anunciem o mais depressa possível uma data para a entrega das rédeas do país a uma administração civil.
A oposição egípcia, de que faz parte a poderosa Irmandade Muçulmana, receia que os generais estejam a manobrar para conservar nas suas mãos o poder sobre um futuro Governo eleito.
Esta manhã, cinco mil manifestantes ocuparam a praça Tahrir e alguns deles tentaram mesmo avançar rumo ao Ministério do Interior, enquanto apedrejavam as forças policiais.
Os piores confrontos desde há mesesSábado, duas pessoas morreram, nos confrontos que tiveram lugar no Cairo e em outras grandes cidades do país. Cerca de 900 pessoas ficaram feridas, incluindo, pelo menos 40 agentes da polícia. São os incidentes mais violentos, desde há vários meses, entre a polícia e manifestantes no Egito.
O exército anunciou que a transferência de responsabilidades para o poder civil terá lugar depois de se realizarem também eleições presidenciais, que poderão ter lugar em finais do próximo ano, ou , o mais tardar, em 2013, mas a oposição diz que os novos senhores do Egito estão a arrastar os pés e não têm qualquer pressa de abdicar do poder.
No entanto, pouco depois do pôr do sol, centenas de manifestantes reagruparam-se junto ao famoso Museu do Cairo e voltaram à carga para regressar à praça, agitando bandeiras egípcias por entre cânticos de Allah-hu Akbar (Deus é grande).
No seu trajeto envolveram-se em confrontos com as forças policiais, tendo ambos os campos apedrejado os seus adversários.
Oposição quer que militares larguem as rédeas do poderA tensão entre os egípcios tem vindo a crescer nos dias que faltam para as eleições legislativas marcadas para 28 de novembro, as primeiras desde a queda do regime autoritário de Hosni Mubarak.
Os manifestantes exigem que os militares, que assumiram o poder depois da queda de Mubarak, anunciem o mais depressa possível uma data para a entrega das rédeas do país a uma administração civil.
A oposição egípcia, de que faz parte a poderosa Irmandade Muçulmana, receia que os generais estejam a manobrar para conservar nas suas mãos o poder sobre um futuro Governo eleito.
Esta manhã, cinco mil manifestantes ocuparam a praça Tahrir e alguns deles tentaram mesmo avançar rumo ao Ministério do Interior, enquanto apedrejavam as forças policiais.
Os piores confrontos desde há mesesSábado, duas pessoas morreram, nos confrontos que tiveram lugar no Cairo e em outras grandes cidades do país. Cerca de 900 pessoas ficaram feridas, incluindo, pelo menos 40 agentes da polícia. São os incidentes mais violentos, desde há vários meses, entre a polícia e manifestantes no Egito.
O exército anunciou que a transferência de responsabilidades para o poder civil terá lugar depois de se realizarem também eleições presidenciais, que poderão ter lugar em finais do próximo ano, ou , o mais tardar, em 2013, mas a oposição diz que os novos senhores do Egito estão a arrastar os pés e não têm qualquer pressa de abdicar do poder.