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Polícia espanhola levanta protesto na praça Porta do Sol em Madrid
Duas pessoas foram detidas por desobediência e resistência durante a operação da polícia que contou com um efetivo de 220 agentes da Polícia Nacional e 180 da Polícia Municipal de Madrid, para além da participação de bombeiros e serviços sociais. A delegação do governo espanhol em Madrid classifica a ação das autoridades como uma medida de "último recurso" após o protesto ter perdido o caráter reivindicativo inicial.
A delegação do governo alega ainda que tem havido distúrbios e sublinha que tem existido um processo gradual de atuação no local.
A organização do acampamento acusa as unidades de choque de realizar uma intervenção “violenta”, com o uso de “gás pimenta”, a qual teria deixado várias pessoas feridas. As autoridades asseguram, em comunicado, que a desocupação do acampamento ocorreu “sem distúrbios ou episódios de violência”.
De acordo com o comunicado, o governo protegeu, inicialmente, o direito fundamental de reunião, dado que existia uma “finalidade reivindicativa comum”.
No entanto, esse direito “não é ilimitado” e, após mais de um mês de protestos, verificou-se uma “alteração das circunstâncias e da natureza do acampamento”. A alteração de circunstâncias refere-se ao facto de as principais organizações que participaram no protesto se terem retirado.
Quem permaneceu, asseguram as autoridades, foram “pessoas em situação de sem-abrigo” e “grupos vulneráveis”. Isto somado à “ocorrência de diversos atos presumivelmente criminosos e incidentes dentro ou nas imediações do acampamento” gerou um “perigo concreto para pessoas e bens” refere a polícia.
A Delegação do governo em Madrid explica que a ação desta madrugada não foi repentina, mas o resultado de semanas de mediação. No dia 30 de outubro, os próprios interlocutores do acampamento comunicaram a dissolução de todas as comissões organizadoras e o fim da reivindicação inicial. Um grupo “remanescente” permaneceu no local, recusando-se a abandonar a praça.