Polícia espanhola realiza ações dissuasoras em praia de Ceuta

Polícia espanhola realiza ações dissuasoras em praia de Ceuta

As forças de segurança espanholas utilizaram hoje gás lacrimogéneo e realizaram ações dissuasoras na praia de El Trampolín, em Ceuta, contra os migrantes que regressaram a esta zona do enclave.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Segundo adiantaram fontes policiais à agência Efe, foram ações isoladas e dissuasoras sem gravidade e que, à partida, não resultaram em feridos entre os ilegais de origem africana, que exigem que lhes seja concedido asilo por Espanha.

Após a chegada em massa de migrantes em 30 de julho, formou-se um colonato nesta área, que foi desocupado na semana passada. Os migrantes foram enviados para Loma Margarita e para o centro de acolhimento de Loma Colmenar, mas muitos acabaram por regressar.

Também hoje, o Ministério da Política Territorial e da Memória Democrática referiu que os espaços destinados a acolher os migrantes atualmente em Ceuta serão escolhidos "por consenso" e esclarece que a lista de instalações proposta pelo Governo é "modificável e flexível".

Em comunicado, o ministério chefiado por Ángel Víctor Torres, que funciona como autoridade para a gestão da crise humanitária em Ceuta, indicou ainda que realizou a sua primeira reunião com o presidente da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas.

O ministro sublinhou que a lista de recursos e instalações em Ceuta incluída no decreto real aprovado hoje pelo Conselho de Ministros é uma "proposta máxima, modificável e flexível".

Explicou também que foram incluídas instalações como centros desportivos e outras que só seriam utilizadas "em caso de situação extrema", algo que o departamento chefiado por Torres considera imprevisível, mas que deve ser incluído para qualquer eventualidade.

O decreto hoje aprovado inclui duas listas de bens, os pertencentes à administração-geral do Estado e os pertencentes à cidade de Ceuta.

O ministério indicou ainda que existem áreas não abrangidas pelo decreto que poderão ser incluídas posteriormente numa atualização semanal, mas sempre, sublinhou, "por consenso".

Torres anunciou que irá presidir na quarta-feira à primeira reunião do Comité de Situação para a gestão da crise em Ceuta, que contará com a presença de Vivas, de representantes de todos os ministérios que integram este órgão colegial, bem como da delegação do governo em Ceuta.

Ceuta, um pequeno território de cerca de 83.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos e banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com outro enclave espanhol, a cidade de Melilla.

Quase um mês depois, continuam a não existir dados exatos sobre o número dos migrantes que ainda permanecem em Ceuta, com algumas estimativas a apontaram até oito mil migrantes.

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