Polícia Federal do Brasil investiga furto no Arquivo Nacional no Rio de Janeiro

A Polícia Federal está a investigar um furto no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, e o desaparecimento de cerca de 2.000 fotografias da cidade no início do século XX, livros raros, revistas, milhares de gravuras, mapas e cartões-postais.

Agência LUSA /

O crime, que só foi descoberto segunda-feira, é considerado o maior furto de arquivo histórico no Brasil.

"Ciente da dimensão da perda do património nacional neste incidente, o objectivo da Polícia Federal no Rio de Janeiro é esclarecer os factos, identificar e prender os responsáveis e recuperar o precioso material furtado no mais curto prazo possível e apresentá-lo para divulgação", diz o comunicado divulgado quarta-feira pela Polícia Federal (PF).

De acordo com a PF, os criminosos passaram por sete portas trancadas a cadeado, que não arrombaram, e sabiam exactamente o que queriam furtar.

Os ladrões escolheram o feriado do Corpo de Cristo, na última quinta-feira, para entrar no Arquivo Nacional sem problemas, já que a instituição só reabriu na segunda-feira.

O Arquivo Nacional foi criado em 1567 e reúne todos os documentos oficiais sobre o Rio de Janeiro.

A PF conta com a ajuda aos coleccionadores para prender os ladrões, que deverão tentar vender as peças furtadas.


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