Mundo
Polícia norueguesa por enquanto no escuro
As conjeturas sobre a autoria e razões do atentado de Oslo começam a ser desenhadas nos media, havendo para já três pistas a explorar: a detenção na Noruega de três suspeitos de envolvimento com a Al Qaeda exatamente há um ano, a 8 de julho de 2010, a possibilidade de se tratar ainda de uma vingança pela reprodução no país dos polémicos cartoons dinamarqueses sobre Maomé ou a permanência de militares noruegueses no Afeganistão.
Há um ano, as forças policiais norueguesas detiveram três homens que manteriam ligação com a rede terrorista islâmica Al Qaeda por suspeita de estarem ligados ao planeamento de ataques nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. De acordo com as autoridades, o grupo estaria encarregado de planear atentados com bombas de peróxido facilmente transportáveis.
Os suspeitos eram um norueguês de origem chinesa, de 39 anos, um uzbeque de 31 anos com autorização de residência no país desde 2002 e um cidadão iraquiano de origem curda, de 37 anos, que garantira já a residência permanente na Noruega.
Estes três homens estariam a ser vigiados há algum tempo, segundo indicações da polícia norueguesa, tendo as detenções sido desencadeadas após um cidadão americano (Adnan G. el-Shukrijumah) ter sido acusado em Nova Iorque da participação numa conspiração para lançar ataques à bomba contra aquela cidade, bem como contra um centro comercial em Manchester, Inglaterra.
Na altura, Janne Kristiansen, da polícia norueguesa, afirmou ao New York Times “acreditar que o grupo teria mantido ligação com pessoas fora do país que poderão estar relacionadas com a Al Qaeda”.
Ameaças remotas e ameaças recentes
Já em 2007 a Noruega havia sido alvo de uma fatwa por parte do então número dois da Al Qaeda e seu atual líder, Al Zawahiri. Já no início deste mês, Mullah Krekar, um religioso islâmico nascido no Iraque, ameaçou os responsáveis políticos noruegueses de que haveria mortes se fosse levada adiante a tentativa de o deportar para fora do país, uma ordem pendente desde 2005.Ao Ansar-Al-Islam são atribuídos vários ataques com bombistas-suicidas visando as forças da coligação no Iraque. Mullah Krekar garante que nada tem neste momento a ver com o grupo
E com Krekar encontramos uma ligação com um dos homens detidos há um ano, já que o mullah é o fundador do grupo islamita curdo Ansar Al-Islam, grupo que entra na lista e organizações terroristas dos Estados Unidos.
Krekar, que produziu as ameaças há um ano, viu a 12 de julho passado ser-lhe feita uma acusação formal de incitamento ao terrorismo pelo Ministério Público norueguês.
Cartoons de Maomé e contingente no Afeganistão
Duas últimas pistas estão a apontar para um castigo aos noruegueses pela reprodução dos polémicos cartoons dinamarqueses que satirizavam ou diabolizavam o profeta Maomé.
Novamente, e de acordo com uma reportagem da Reuters, as suspeitas voltam-se para o cidadão curdo, que refere a agência, confessou ter planeado uma ataque à bomba contra o Jyllands-Posten, o jornal dinamarquês que publicou os cartoons.
Um último ponto que poderia estar na origem do espoletar dos ataques de hoje é o facto de Oslo manter no Afeganistão um contingente de 400 militares ligados ás forças da coligação, que, desde 2001, tenta varrer o país dos grupos fundamentalistas islâmicos.
Os suspeitos eram um norueguês de origem chinesa, de 39 anos, um uzbeque de 31 anos com autorização de residência no país desde 2002 e um cidadão iraquiano de origem curda, de 37 anos, que garantira já a residência permanente na Noruega.
Estes três homens estariam a ser vigiados há algum tempo, segundo indicações da polícia norueguesa, tendo as detenções sido desencadeadas após um cidadão americano (Adnan G. el-Shukrijumah) ter sido acusado em Nova Iorque da participação numa conspiração para lançar ataques à bomba contra aquela cidade, bem como contra um centro comercial em Manchester, Inglaterra.
Na altura, Janne Kristiansen, da polícia norueguesa, afirmou ao New York Times “acreditar que o grupo teria mantido ligação com pessoas fora do país que poderão estar relacionadas com a Al Qaeda”.
Ameaças remotas e ameaças recentes
Já em 2007 a Noruega havia sido alvo de uma fatwa por parte do então número dois da Al Qaeda e seu atual líder, Al Zawahiri. Já no início deste mês, Mullah Krekar, um religioso islâmico nascido no Iraque, ameaçou os responsáveis políticos noruegueses de que haveria mortes se fosse levada adiante a tentativa de o deportar para fora do país, uma ordem pendente desde 2005.Ao Ansar-Al-Islam são atribuídos vários ataques com bombistas-suicidas visando as forças da coligação no Iraque. Mullah Krekar garante que nada tem neste momento a ver com o grupo
E com Krekar encontramos uma ligação com um dos homens detidos há um ano, já que o mullah é o fundador do grupo islamita curdo Ansar Al-Islam, grupo que entra na lista e organizações terroristas dos Estados Unidos.
Krekar, que produziu as ameaças há um ano, viu a 12 de julho passado ser-lhe feita uma acusação formal de incitamento ao terrorismo pelo Ministério Público norueguês.
Cartoons de Maomé e contingente no Afeganistão
Duas últimas pistas estão a apontar para um castigo aos noruegueses pela reprodução dos polémicos cartoons dinamarqueses que satirizavam ou diabolizavam o profeta Maomé.
Novamente, e de acordo com uma reportagem da Reuters, as suspeitas voltam-se para o cidadão curdo, que refere a agência, confessou ter planeado uma ataque à bomba contra o Jyllands-Posten, o jornal dinamarquês que publicou os cartoons.
Um último ponto que poderia estar na origem do espoletar dos ataques de hoje é o facto de Oslo manter no Afeganistão um contingente de 400 militares ligados ás forças da coligação, que, desde 2001, tenta varrer o país dos grupos fundamentalistas islâmicos.