Polícia prende barão da droga mais procurado no país

As autoridades da Jamaica prenderam o barão da droga, Christopher "Dudus" Coke, o homem mais procurado do país e que a justiça norte-americana quer julgar nos Estados Unidos. A busca feita pela polícia levou mesmo à imposição do estado de emergência na capital jamaicana. Coke pretendia entregar-se na embaixada dos Estados Unidos, mas a polícia acabou por o prender antes deste alcançar o edifício norte-americano.

RTP /

O presumível cabecilha do narcotráfico, que motivou uma enorme batalha no final do mês de Maio e que levou à morte de 76 pessoas nos confrontos com a polícia ao tentarem proteger o traficante, foi preso nos arredores da capital esta quarta-feira.

A pressão dos Estados Unidos obrigou o governo jamaicano a decidir pela extradição do criminoso já que Christopher "Dudus" Coke é considerado pelas autoridades dos Estados Unidos um dos narcotraficantes mais perigosos do mundo tendo pela frente um julgamento em Nova Iorque por comércio ilícito de drogas e armas.

Em conferência de imprensa o comissário da polícia, Owen Ellington, anunciou que Coke se encontra bem de saúde, sob custódia das autoridades, avançando com poucos detalhes dando como desculpa o facto de estarem ainda a ser investigadas as circunstâncias da prisão.

Sabe-se, no entanto, que o padre Al Miller, que teve enorme influência na entrega às autoridades do irmão de Coke no início do mês, disse à agência Associated Press que Christopher "Dudus" Coke estava preparado para se entregar às autoridades na embaixada dos Estados Unidos, em Kingston, quando a polícia deteve a caravana onde se fazia transportar numa auto-estrada nos arredores da capital.

"Recebi um contacto da sua parte dizendo que se queria entregar. Por isso, contactei os seus advogados porque ele queria seguir em frente com o seu processo de extradição, o que foi comunicado à embaixada dos Estados Unidos, já que ele disse que ali se sentiria mais cómodo", referiu o padre Miller.

No entanto, a polícia acabou por capturar Coke quando este se dirigia a caminho da embaixada tendo-o levado para um quartel local e depois de avião para Kingston.
Já no mês passado um funcionário federal dos Estados Unidos, em Nova Iorque, que pediu para ficar no anonimato, tinha referido que um advogado de Coke tinha solicitado negociações com o Departamento de Justiça norte-americano no sentido de analisar a possibilidade da extradição do seu cliente para Nova Iorque para enfrentas a justiça.

Coke temia ter o mesmo destino que o seu pai, chefe de um grupo de narcotráfico conhecido como Jim Brown, que morreu durante um incêndio numa prisão em 1992 quando esperava para ser extraditado para os Estados Unidos acusado de narcotráfico.

 

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