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Polícia suíça situa origem de tiroteio mortífero em drama familiar

Polícia suíça situa origem de tiroteio mortífero em drama familiar

Uma série de disparos no interior e nas imediações de um edifício residencial de Würenlingen, no cantão suíço de Argóvia, a noroeste de Zurique, fez na última noite cinco mortos, entre os quais o presumível atirador. A polícia inclina-se para a tese de um conflito familiar.

Carlos Santos Neves - RTP /
Ruben Sprich, Reuters

Os agentes da polícia chamados ao local dos disparos depararam-se com os corpos das vítimas no interior e perto do edifício onde teve lugar o tiroteio. O alerta foi dado por vizinhos cerca das 23h00. Todas as vítimas são de nacionalidade suíça, segundo as autoridades do cantão de Argóvia.

Na manhã deste domingo, ouvido ao telefone no Bom Dia Portugal, o correspondente da RTP na Suíça, Noé Monteiro, dava conta dos primeiros dados.
Um porta-voz da polícia revelaria nas horas subsequentes, em declarações à rádio local Pilatus, que entre os mortos estava o suspeito da autoria dos disparos.

Trata-se de um suíço de 36 anos que se terá suicidado depois de atingir as demais vítimas. A identidade do alegado atirador não foi revelada. Sabe-se que era casado e pai de três crianças.
Afastada "pista terrorista"
A confirmação da existência de cinco mortos partiu ao início da tarde do número um da polícia do cantão de Argóvia. Michael Leutpold deu o balanço como "definitivo".
Reportagem de Noé Monteiro e Hugo Neves - RTP

Em conferência de imprensa, o comandante da polícia cantonal adiantou também que as primeiras diligências da investigação parecem apontar para um crime passional. "Descartámos a pista terrorista", declarou.
Würenlingen é uma comunidade de 4.500 habitantes com poucos portugueses.


O presumível autor dos disparos, a viver separado da mulher e dos filhos no cantão de Schwytz, não possuía licença de porte de arma.

Ter-se-á dirigido a uma primeira casa do complexo residencial, abatendo ali dois homens de 58 e 32 anos e uma mulher de 57. Seriam os sogros e um cunhado. Numa segunda residência terá atingido um terceiro homem de 46 anos, suicidando-se em seguida.

O alegado atirador tinha cadastro na polícia por atos passados de violência. A sua casa havia sido revistada a 2 de abril. Todavia, a polícia não encontrou, então, qualquer arma. A mulher e os três filhos procuraram refúgio numa instituição social.
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