Última Hora
BCE sobe juros em 25 pontos base pela segunda vez este ano

Polícia timorense apreende munições usadas provenientes dos Estados Unidos

Polícia timorense apreende munições usadas provenientes dos Estados Unidos

A Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) apreendeu munições usadas, acondicionadas em três bidões, importadas para o país dos Estados Unidos por uma empresa internacional, disse hoje o porta-voz da polícia.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Os três bidões continham munições já usadas, não se trata de munições novas. Este material velho foi apreendido no porto de Tibar", declarou o superintendente-chefe João Belo dos Reis aos jornalistas.

Numa conferência de imprensa no Comando-Geral da Polícia, em Díli, o porta-voz explicou que, ao detetar a presença das munições, a PNTL devolveu imediatamente o material para dentro do contentor, selou-o e delimitou a área com fita de segurança.

A polícia identificou uma empresa internacional como responsável pela entrada do material.

"Estamos a investigar qual é a empresa que introduziu este material. Significa que estamos a recolher dados e a fazer o rastreio das suas atividades comerciais", afirmou João Belo dos Reis.

A empresa em causa, que está localizada em Tibar, importa alegadamente material com o objetivo de reciclagem e comércio de metais pesados, como sucata de veículos, motores e outros objetos metálicos.

"Estamos também a trabalhar com os nossos parceiros internacionais para determinar exatamente que tipo de material é este, como foi utilizado, e se representa perigo para o país. Por isso, a investigação está em curso e será remetida ao tribunal", explicou o responsável.

Questionado sobre a origem das munições, o porta-voz confirmou que, segundo a documentação obtida pelas autoridades, o material veio dos Estados Unidos da América, tendo transitado por Singapura antes de chegar a Timor-Leste.

Quanto ao objetivo da entrada das munições no país, João Belo dos Reis explicou que a empresa terá alegado pretender extrair metais valiosos (como chumbo ou cobre) para fins comerciais. Contudo, a investigação ainda decorre.

"Não se trata de armas ativas, mas sim de munições usadas e inativas. São munições que já foram disparadas, ou seja, cartuchos vazios ou danificados, segundo a declaração da empresa", afirmou o porta-voz.

O superintendente-chefe reconheceu que esta é a primeira vez que as autoridades timorenses detetam uma empresa internacional a importar munições usadas para Timor-Leste.

Nesse sentido, apelou às autoridades competentes para que coloquem forças policiais permanentes no porto de Tibar.

"Nós, enquanto autoridades de segurança, já solicitámos há muito tempo o destacamento de uma equipa da polícia para o Porto de Tibar, para garantir que toda a carga e documentação que entra no país seja devidamente fiscalizada", referiu.

O porta-voz sublinhou ainda que a presença da polícia é crucial para garantir que todas as mercadorias que entram e saem do país sejam inspecionadas por `scanner`, de forma a identificar eventuais materiais perigosos, bens proibidos ou outras cargas ilegais.

"Quando um carregamento não cumpre com a lei, as autoridades devem intervir de imediato", concluiu João Belo dos Reis.

Tópicos
PUB