Última Hora
Incêndio em bar na Suíça. Autoridades confirmam um português ferido e outro desaparecido

População japonesa envelhece e reduz-se de um terço

Um estudo hoje publicado pelo Governo japonês indica que até ao ano 2060 a população do país deverá sofrer uma redução de um terço e um envelhecimento substancial, com a quase duplicação da faixa etária acima dos 65 anos.

RTP /
Japanese Emperor Akihito presents an address for the new year during the opening of the ordinary session at the National Diet of Japan in Tokyo, Japan, 24 January 2012. The Emperor opened the session before Japanese parliament members. EPA/EVERETT KENNEDY BROWN

Dos 128 milhões que conta actualmente, o Japão passará em menos de meio século para 87 milhões. O número de habitantes com menos 15 anos cairá em cerca de metade, para oito milhões, a faixa entre os 15 e os 64 anos também cairá para metade e o número dos que contam mais de 65 anos quase duplicará, para 35 milhões, atingindo 40 por cento da população, contra os actuais 23 por cento.

O estudo do Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais do Japão, citado em DER SPIEGEL, atribui a redução e o envelhecimento da população principalmente à queda da taxa de natalidade, qie irá continuar nos prróximos anos: da média actual de 1,39 filhos por casal, passar-se-á em 2060 para uma média de 1,35 - algo claramente inferior às 2,5 crianças que seriam precisas para manter um saldo demográfico equilibrado.

Esta média é também claramente inferir à média mundial de 2,08, embora não seja caso único e se inscreva numa tendência generalizada das sociedades chamadas pós-industriais para registarem uma quebra significativa na sua taxa de natalidade e um aumento importante na sua esperança de vida.

O estudo deixa no entanto insuficientemente explicado como a média mundial de 2,08 crianças por casal - também ela inferior à considerada necessária para o equilíbrio demográfico - coexiste, apesar de tudo, com um aumento relativamente rápido da população mundial, que acaba de superar os sete mil milhões de habitantes.

E o défice de explicação do estudo mais se acentua se tivermos em conta que a população mundial deveria necessitar, para manter ou superar o tal equilíbrio, de uma taxa de natalidade ainda mais alta que o Japão. Isto porque a quebra demográfica do Japão é atenuada por uma esperança de vida mais elevada que a média mundial, e com tendência para aumentar de quatro anos daqui até 2060: os homens japoneses poderão nessa data atingir em média 84 anos e as mulheres 91.

Os efeitos destas tendências na sociedade japonesa já são, em todo o caso, bem visíveis: o primeiro-ministro Yoshihiko Noda anunciou uma duplicação do IVA, até aqui de apenas 5 por cento, para cobrir o défice crescente da segurança social, que tem vindo a crescer à razão de dez mil milhões de euros por ano.

Tópicos
PUB