Mundo
População japonesa envelhece e reduz-se de um terço
Um estudo hoje publicado pelo Governo japonês indica que até ao ano 2060 a população do país deverá sofrer uma redução de um terço e um envelhecimento substancial, com a quase duplicação da faixa etária acima dos 65 anos.
Dos 128 milhões que conta actualmente, o Japão passará em menos de meio século para 87 milhões. O número de habitantes com menos 15 anos cairá em cerca de metade, para oito milhões, a faixa entre os 15 e os 64 anos também cairá para metade e o número dos que contam mais de 65 anos quase duplicará, para 35 milhões, atingindo 40 por cento da população, contra os actuais 23 por cento.
O estudo do Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais do Japão, citado em DER SPIEGEL, atribui a redução e o envelhecimento da população principalmente à queda da taxa de natalidade, qie irá continuar nos prróximos anos: da média actual de 1,39 filhos por casal, passar-se-á em 2060 para uma média de 1,35 - algo claramente inferior às 2,5 crianças que seriam precisas para manter um saldo demográfico equilibrado.
Esta média é também claramente inferir à média mundial de 2,08, embora não seja caso único e se inscreva numa tendência generalizada das sociedades chamadas pós-industriais para registarem uma quebra significativa na sua taxa de natalidade e um aumento importante na sua esperança de vida.
O estudo deixa no entanto insuficientemente explicado como a média mundial de 2,08 crianças por casal - também ela inferior à considerada necessária para o equilíbrio demográfico - coexiste, apesar de tudo, com um aumento relativamente rápido da população mundial, que acaba de superar os sete mil milhões de habitantes.
E o défice de explicação do estudo mais se acentua se tivermos em conta que a população mundial deveria necessitar, para manter ou superar o tal equilíbrio, de uma taxa de natalidade ainda mais alta que o Japão. Isto porque a quebra demográfica do Japão é atenuada por uma esperança de vida mais elevada que a média mundial, e com tendência para aumentar de quatro anos daqui até 2060: os homens japoneses poderão nessa data atingir em média 84 anos e as mulheres 91.
Os efeitos destas tendências na sociedade japonesa já são, em todo o caso, bem visíveis: o primeiro-ministro Yoshihiko Noda anunciou uma duplicação do IVA, até aqui de apenas 5 por cento, para cobrir o défice crescente da segurança social, que tem vindo a crescer à razão de dez mil milhões de euros por ano.
O estudo do Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais do Japão, citado em DER SPIEGEL, atribui a redução e o envelhecimento da população principalmente à queda da taxa de natalidade, qie irá continuar nos prróximos anos: da média actual de 1,39 filhos por casal, passar-se-á em 2060 para uma média de 1,35 - algo claramente inferior às 2,5 crianças que seriam precisas para manter um saldo demográfico equilibrado.
Esta média é também claramente inferir à média mundial de 2,08, embora não seja caso único e se inscreva numa tendência generalizada das sociedades chamadas pós-industriais para registarem uma quebra significativa na sua taxa de natalidade e um aumento importante na sua esperança de vida.
O estudo deixa no entanto insuficientemente explicado como a média mundial de 2,08 crianças por casal - também ela inferior à considerada necessária para o equilíbrio demográfico - coexiste, apesar de tudo, com um aumento relativamente rápido da população mundial, que acaba de superar os sete mil milhões de habitantes.
E o défice de explicação do estudo mais se acentua se tivermos em conta que a população mundial deveria necessitar, para manter ou superar o tal equilíbrio, de uma taxa de natalidade ainda mais alta que o Japão. Isto porque a quebra demográfica do Japão é atenuada por uma esperança de vida mais elevada que a média mundial, e com tendência para aumentar de quatro anos daqui até 2060: os homens japoneses poderão nessa data atingir em média 84 anos e as mulheres 91.
Os efeitos destas tendências na sociedade japonesa já são, em todo o caso, bem visíveis: o primeiro-ministro Yoshihiko Noda anunciou uma duplicação do IVA, até aqui de apenas 5 por cento, para cobrir o défice crescente da segurança social, que tem vindo a crescer à razão de dez mil milhões de euros por ano.