Mundo
Pornhub, Redtube e Youporn vão bloquear novos utilizadores no Reino Unido
As plataformas de conteúdo para adultos Pornhub, Redtube e Youporn anunciaram, esta terça-feira, que irão restringir o acesso no Reino Unido a partir da próxima segunda-feira, permitindo a visualização de conteúdos apenas a utilizadores que já possuam uma conta.
A decisão surge como reação direta às exigências mais rigorosas de verificação de idade introduzidas pela Lei de Segurança Online (Online Safety Act, OSA).
“Os nossos sites, que hospedam pornografia legal e regulamentada, deixarão de estar disponíveis para novos utilizadores no Reino Unido, mas milhares de sites irresponsáveis continuarão a ser de facil acesso”, afirmou Alex Kekesi, diretor da comunidade e marca da Aylo, citado pela BBC.
Segundo a empresa, o impacto das novas regras já é visível. Em outubro do ano passado, a Aylo revelou que as mudanças legais provocaram uma queda de 77 por cento no tráfego do Pornhub no Reino Unido.
Kekesi explicou que a plataforma, inicialmente, optou por cumprir a lei porque acreditava que a Ofcom, entidade reguladora do setor, poderia “pegar numa legislação deficiente e conseguir fazer cumprir a conformidade de forma significativa”.
No entanto, seis meses depois, concluiu que a experiência da empresa “sugere fortemente que a OSA não conseguiu atingir esse objetivo”.
A Ofcom defende uma leitura oposta. Um porta-voz afirmou que os sites pornográficos “têm a opção de implementar verificações de idade ou bloquear o acesso no Reino Unido”, sublinhando que as regras estão a cumprir o propósito de reduzir a exposição de crianças a conteúdos impróprios.
A medida foi confirmada pela Aylo, empresa que controla os três sites de conteúdo para adultos, e acusa a legislação britânica de falhar na proteção de menores e de empurrar os utilizadores para zonas menos reguladas da internet.
Segundo a empresa, o impacto das novas regras já é visível. Em outubro do ano passado, a Aylo revelou que as mudanças legais provocaram uma queda de 77 por cento no tráfego do Pornhub no Reino Unido.
Kekesi explicou que a plataforma, inicialmente, optou por cumprir a lei porque acreditava que a Ofcom, entidade reguladora do setor, poderia “pegar numa legislação deficiente e conseguir fazer cumprir a conformidade de forma significativa”.
No entanto, seis meses depois, concluiu que a experiência da empresa “sugere fortemente que a OSA não conseguiu atingir esse objetivo”.
A Ofcom defende uma leitura oposta. Um porta-voz afirmou que os sites pornográficos “têm a opção de implementar verificações de idade ou bloquear o acesso no Reino Unido”, sublinhando que as regras estão a cumprir o propósito de reduzir a exposição de crianças a conteúdos impróprios.
O Governo britânico também reagiu, através de um porta-voz do Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia.
“A Lei de Segurança Online é clara: os serviços pornográficos online devem impedir que crianças acedam a esse material, implementando mecanismos robustos de verificação de idade”.
Segundo o executivo, isso “não impede que adultos vejam conteúdo legal” e existem “várias maneiras de garantir que menores de 18 anos não tenham acesso”.
Problema não está no regulador, mas na própria legislação
Apesar da polémica, o Pornhub continua a ser a maior plataforma de pornografia no Reino Unido, de acordo com a empresa de análise Similarweb citada pela BBC.
O site foi um dos milhares que implementaram sistemas para comprovar que os utilizadores tinham mais de 18 anos, após a entrada em vigor dos requisitos legais em 2025.
A partir de fevereiro de 2026, contudo, quem tentar aceder ao site será confrontado com “um muro”, segundo Kekesi. As mesmas restrições serão aplicadas a YouPorn e Redtube, também pertencentes à Aylo.
Para Solomon Friedman, da Ethical Capital Partners, proprietária da Aylo, o problema não está no regulador, mas na própria legislação.
Apesar da polémica, o Pornhub continua a ser a maior plataforma de pornografia no Reino Unido, de acordo com a empresa de análise Similarweb citada pela BBC.
O site foi um dos milhares que implementaram sistemas para comprovar que os utilizadores tinham mais de 18 anos, após a entrada em vigor dos requisitos legais em 2025.
A partir de fevereiro de 2026, contudo, quem tentar aceder ao site será confrontado com “um muro”, segundo Kekesi. As mesmas restrições serão aplicadas a YouPorn e Redtube, também pertencentes à Aylo.
Para Solomon Friedman, da Ethical Capital Partners, proprietária da Aylo, o problema não está no regulador, mas na própria legislação.
“Há um órgão regulador dedicado que age de boa-fé, mas a lei sob a qual opera não tem a menor hipótese de sucesso”, afirmou.
Friedman acrescentou que, apesar das restrições, o acesso à pornografia no Reino Unido continua fácil, “bastando uma simples pesquisa online”.
A Aylo defende que a solução mais eficaz passa por um controlo ao nível dos dispositivos, implementados por empresas como Apple, Google e Microsoft.
Friedman acrescentou que, apesar das restrições, o acesso à pornografia no Reino Unido continua fácil, “bastando uma simples pesquisa online”.
A Aylo defende que a solução mais eficaz passa por um controlo ao nível dos dispositivos, implementados por empresas como Apple, Google e Microsoft.
“Quando o acesso é controlado no nível do dispositivo, ele é eficiente, eficaz e preserva a privacidade”, disse Friedman.
A Ofcom afirmou que “nada impede” esse tipo de solução, desde que a sua eficácia seja comprovada.
Já a especialista em cibersegurança Chelsea Jarvie advertiu que esse modelo “não é uma solução milagrosa”, lembrando que as VPNs continuam a permitir contornar restrições.
O número de downloads des serviços de conteúdo adulto disparou no Reino Unido após a entrada em vigor das verificações de idade, a 25 de julho de 2025.
Recentemente, a Câmara dos Lordes aprovou uma emenda que visa proibir o fornecimento de VPNs a crianças, numa tentativa de reforçar a proteção online dos menores.
A pressão sobre as plataformas para adultos tem aumentado na Europa, sendo que a 27 de maio do ano passado, a Comissão Europeia abriu uma investigação formal sob o Digital Services Act (DSA)- a nova lei da UE sobre serviços digitais- para apurar se quatro plataformas pornográficas- Pornhub, Xvideos, Stripchat e XNXX- estariam a proteger de forma adequada os menores online, sobretudo pela falta de sistemas eficazes de verificação de idade para impedir que crianças acedam a conteúdo adulto.
A Ofcom afirmou que “nada impede” esse tipo de solução, desde que a sua eficácia seja comprovada.
Já a especialista em cibersegurança Chelsea Jarvie advertiu que esse modelo “não é uma solução milagrosa”, lembrando que as VPNs continuam a permitir contornar restrições.
O número de downloads des serviços de conteúdo adulto disparou no Reino Unido após a entrada em vigor das verificações de idade, a 25 de julho de 2025.
Recentemente, a Câmara dos Lordes aprovou uma emenda que visa proibir o fornecimento de VPNs a crianças, numa tentativa de reforçar a proteção online dos menores.
A pressão sobre as plataformas para adultos tem aumentado na Europa, sendo que a 27 de maio do ano passado, a Comissão Europeia abriu uma investigação formal sob o Digital Services Act (DSA)- a nova lei da UE sobre serviços digitais- para apurar se quatro plataformas pornográficas- Pornhub, Xvideos, Stripchat e XNXX- estariam a proteger de forma adequada os menores online, sobretudo pela falta de sistemas eficazes de verificação de idade para impedir que crianças acedam a conteúdo adulto.