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Portland, EUA. Manifestantes incendeiam sede do sindicato da polícia
Na sequência da proibição de uma assembleia que devia realizar-se na praça central de Portland, uma manifestação dirigiu-se na noite de segunda feira à sede do sindicato da polícia, que foi incendiada. Os confrontos prosseguiram até à manhã de terça feira.
Os manifestantes apelavam à redução das verbas municipais orçamentadas para a polícia, em contraposição ao presidente da Câmara e a alguns membros da comunidade negra da cidade, que defendiam o fim da violência, considerada contraproducente.
Ontem também, o presidente Donald Trump voltou a apelar à governadora estadual do Oregon, Kate Brown, e ao presidente da Câmara de Portland, Ted Wheeler, para que pedissem a intervenção da Guarda Nacional.
We again request Kate Brown (@OregonGovBrown), the Governor of Oregon, and Mayor @TedWheeler of Portland, to call up the National Guard like should have been done 3 months ago...
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) August 25, 2020
Pouco antes , um outro tweet do presidente criticava as duas autoridades locais por continuarem a considerar "estes anarquistas e agitadores como 'manifestantes pacíficos'" e acrescentava que "o Governo Federal está disposto a acabar com este problema imediatamente a vosso pedido".
A governadora Kate Brown reagiu secamente às sugestões de Trump, classificando-as, segundo citação da Associated Press, como "teatro político"....They must stop calling these anarchists and agitators “peaceful protestors”. Come back into the real world! The Federal Government is ready to end this problem immediately upon your request.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) August 25, 2020
Com efeito, as forças de segurança federais não precisaram de ser chamadas por autoridades locais para intervirem em Portland. Em julho, foi enviada para a cidade pelo Governo Federal e com a oposição expressa da governadora e do mayor. A resistência oposta pela população, incluindo as suas autoridades estaduais e municipais, foi de tal modo desgastante que ao fim de duas semanas os agentes federais tiveram de ser retirados do local.