Portugal acerta apoio sobre arquivo militar com Moçambique em visita de Nuno Melo

Portugal acerta apoio sobre arquivo militar com Moçambique em visita de Nuno Melo

Moçambique e Portugal pretendem reforçar a cooperação na preservação e valorização do património arquivístico militar, através de um memorando de entendimento a assinar em Maputo pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Segundo comunicado da Embaixada de Portugal em Maputo, que anuncia a visita do governante português e agenda para esta segunda-feira, está prevista a assinatura de um acordo "na área da valorização do património arquivístico militar".

A iniciativa surge num contexto de aprofundamento da cooperação entre os dois países no setor da defesa, abrangendo não apenas a formação militar e o apoio institucional, mas também a preservação da memória histórica e documental das respetivas forças armadas, refere-se ainda no comunicado.

Em Maputo, Nuno Melo deverá reunir-se com o ministro da Defesa Nacional moçambicano, Cristóvão Chume, e com a ministra dos Combatentes, Nyeleti Mondlane, além de ser recebido pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

Segundo a representação diplomática portuguesa, a deslocação de Nuno Melo a Moçambique tem também como objetivo participar, segunda-feira, na cerimónia de rendição do comando da Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM-MOZ), liderada por Portugal, descrita como "um sinal do compromisso de Portugal com a missão europeia e com os seus objetivos de apoio às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) na promoção da segurança e estabilidade no norte do país".

Em cerimónia a realizar em Maputo, o comodoro César Pires Correia passa a função de comandante da missão ao brigadeiro-general Sérgio Estrela.

A EUMAM-MOZ integra a Política Comum de Segurança e Defesa da União Europeia e tem como missão apoiar as FADM no desenvolvimento e reforço das suas capacidades operacionais, contribuindo para a segurança e estabilidade do país, particularmente na província de Cabo Delgado, afetada desde 2017 por uma insurgência armada.

Desde setembro de 2024, refere-se ainda, a missão europeia implementou "mais de 40 programas de formação", envolvendo cerca de 1.200 militares moçambicanos. Desse total, aproximadamente 300 encontram-se atualmente integrados em programas de regeneração das Forças de Reação Rápida de Comandos e Fuzileiros.

Portugal tem assumido um papel de destaque no esforço europeu de assistência militar a Moçambique, disponibilizando instrutores e outros meios para as ações de formação desenvolvidas pela missão, que visa reforçar a capacidade das forças moçambicanas para responder aos desafios de segurança no norte do país.

O programa da deslocação de Nuno Melo prevê ainda visitas à sede da Cooperação no Domínio da Defesa, em Maputo, a atividades de cooperação militar e da missão europeia em Catembe, bem como um encontro com militares portugueses destacados em Moçambique.

A delegação portuguesa de visita a Moçambique integra também o secretário de Estado Adjunto e da Política de Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea portuguesa, Sérgio Pereira, e o diretor-geral de Política de Defesa Nacional, Lemos Pires.

 

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