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Portugal atingiu 2% do PIB em Defesa mas está entre países da NATO que menos gasta

Portugal atingiu 2% do PIB em Defesa mas está entre países da NATO que menos gasta

Portugal atingiu em 2025 a meta de 2% do PIB destinado à Defesa, mas está no grupo de cinco países da NATO que menos gastam no setor, de acordo com um relatório anual hoje divulgado pela Aliança Atlântica.

Lusa /
Hugo Delgado - Lusa

Segundo esse relatório, Portugal, Espanha, Canadá, Bélgica e Albânia são os países da NATO que menos gastam em Defesa, não ultrapassando a meta dos 2% (contra uma média na Aliança de 2,77%).

No entanto, apesar de estar entre esse grupo de países, Portugal é o 12.º Aliado que mais aumentou a sua despesa de um ano para o outro: em 2024, só 1,55% do PIB se destinava ao setor, percentagem que atingiu agora os 2%, um aumento de 31,67%.

De acordo com o relatório, a despesa estimada de Portugal em 2025 em Defesa será de pouco mais de seis mil milhões de euros, contra 4,4 mil milhões em 2024.

A maior fatia dos gastos nacionais em Defesa destinam-se ao pessoal militar (45,2%), uma taxa, ainda assim, significativamente inferior do que em 2015, quando representavam cerca de 81,90%.

A Aliança refere que Portugal tem atualmente cerca de 21.500 militares ativos.

Além dos gastos em pessoal, 31,4% das despesas de Portugal destinam-se a operações e manutenção, 21,2% a equipamento e 2,2% a infraestruturas.

Em 19 de dezembro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que o investimento em Defesa atual e nos anos seguintes "não tem paralelo em Portugal" e considerou-o "um pressuposto" para manter quer os valores da paz, quer para continuar o desenvolvimento económico e social.

"O esforço que estamos a fazer neste momento e que vamos fazer nos próximos anos não tem paralelo na nossa história", afirmou durante uma visita à primeira Força Nacional Destacada na Eslováquia, destacando o investimento quer nas carreiras dos militares, quer nos equipamentos.

Montenegro justificou que esse investimento está ser feito em nome da autonomia e soberania nacionais e pelas garantias dadas aos aliados em organizações internacionais, como a NATO, salientando que a Europa enfrenta hoje uma realidade "que estava talvez um pouco adormecida, que é a realidade do perigo".

A meta dos 2% do PIB tinha sido acordada pelos chefes de Estado e de Governo da NATO numa cimeira no País de Gales, em 2014, com o objetivo de ser atingida até 2024.

Entretanto, na última cimeira da Aliança, em Haia, em junho de 2025, os 32 membros da Aliança Atlântica comprometeram-se com uma nova meta: aumentar os gastos em Defesa para 5% do PIB até 2035.

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