Portugal corre risco de se tornar um País irrelevante
O presidente do PSD considerou que os dados do Eurostat sobre o Produto Interno Bruto (PIB) português são preocupantes e Portugal "corre o risco de se tornar um País irrelevante".
Os dados hoje publicados no Luxemburgo, indicam que o PIB português med ido em unidades de poder de compra (UPC) afastou-se em 2005 da média europeia, s ituando-se cerca de um terço abaixo do dos 25.
O organismo responsável pelas estatísticas comunitárias indica que Port ugal tem o valor mais baixo da União Europeia (UE) a 25 e é ultrapassado por trê s Estados-membros que aderiram em 2004: República Checa (74 por cento), Chipre ( 89) e Eslovénia (82).
Marques Mendes falou do assunto na Guarda, no segundo debate nacional s obre o tema "Coesão Territorial e Interioridade: Portugal Equilibrado?", integra do na revisão do programa do PSD, onde se mostrou inquieto com os dados divulgad os sobre a evolução do crescimento do poder de compra do País.
Segundo o líder nacional do PSD, os dados referem que "Portugal voltou a perder terreno, que Portugal em relação à média da UE não está a aproximar-se, está a atrasar-se, que o País em vez de convergir está a divergir".
"Na comparação com os cidadãos da UE, os portugueses estão a ficar cada vez mais pobres", denunciou Marques Mendes, recordado que Portugal já ocupou o 14º lugar no ranking europeu e hoje "somos o 17º".
"Em 2008 - vaticina Marques Mendes - infelizmente, vamos baixar para 19 º, vamos ser ultrapassados pela Estónia e por Malta, dois países que, há poucos anos, ninguém imaginava que fossem do nosso campeonato".
Para o presidente do PSD "tudo isto é preocupante, porque a continuar e sta tendência, Portugal corre o risco de se tornar um País irrelevante e, isso t em consequências".
"Não é um problema estatístico, nem é um problema de números, é um prob lema de pessoas", salientou.
"É que, quando estamos mais longe da UE, mais pobres em relação à Europ a, isso significa menos poder de compra, menos rendimento, menos emprego para ca da um dos portugueses", apontou.
"Como se dá a volta a esta situação?", questionou o líder nacional do P SD.
"Será que Portugal tem futuro dando cabo das pequenas e médias empresas que são os motores da nossa economia, como infelizmente está a acontecer?", per guntou.
"Será que Portugal tem futuro atacando a classe média que é a alavanca do desenvolvimento de uma sociedade?", acrescentou.
"Será que Portugal tem futuro matando o interior do País, matando o des envolvimento do interior de Portugal, como infelizmente está a acontecer?", conc luiu.
Em sua opinião, a "política correcta é a de estimular e incentivar as p equenas e médias empresas, em vez de as penalizar e de asfixiar".
Defendeu ainda que Portugal só tem futuro dando "força e capacidade de intervenção" à classe média e promovendo o "desenvolvimento harmonioso entre o l itoral e o interior".
Marques Mendes justificou a revisão do programa do PSD com a necessidad e de actualizar o partido, cujas linhas programáticas datam de 1974 e foram revi stas pela primeira vez em 1992.
Considerou tratar-se de um processo "importante e necessário" que englo ba debates em todas as capitais de distrito e em cada uma das regiões autónomas.
O processo estará concluído em 04 de Dezembro de 2007, anunciou Marques Mendes, que esteve acompanhado pelos social-democratas Macário Correia e Arlind o Cunha.