Mundo
Guerra no Médio Oriente
Portugal já retirou 500 portugueses do Médio Oriente
As autoridades de Lisboa já repatriaram, com voos específicos ou comerciais, cerca de 500 nacionais do Médio Oriente, na sequência dos ataques ao Irão, e os 73 portugueses que estavam num cruzeiro no Dubai começaram também a partir este sábado.
Os passageiros do cruzeiro estiveram retidos no navio durante uma semana e só agora estão a sair do território, com voos comerciais assegurados pela companhia de navegação, um processo que tem sido acompanhado pelo Governo português, apesar de algumas queixas de falta de contacto das autoridades portuguesas.
"Nós inscrevemo-nos para sermos repatriados no 'site', mas nunca fomos contactados. No navio, esteve alguém da embaixada e depois pedimos para ser adicionados para um grupo de whatsapp onde alguém colocou um ponto de recolha", afirmou uma passageira, que hoje tinha voo agendado para Barcelona, de onde fará ligação ao Porto.
"Nós falámos com a companhia e ela disse que só nos garantia segurança se ficássemos no cruzeiro e esperássemos por uma solução deles", explicou a passageira.
Versão diferente tem Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, assegurando que o embaixador português foi ao navio e falou com metade dos portugueses que estavam no navio.
"Um cruzeiro é uma cidade, não é fisicamente possível estar com todos" e "foram dadas indicações para proceder ao repatriamento", mas os passageiros optaram por regressar em voos organizados pela companhia.
"Custa-me crer, mas admito que alguém não tenha sido contactado. No entanto, o grupo foi contactado como um todo e estivemos em contacto permanente com a companhia", explicou o governante, que minimizou as queixas.
"Compreendo que há sempre algum 'stress' e as pessoas reagem de modo diferente, mas estamos a fazer o nosso trabalho e os nossos diplomatas estão a fazer o seu trabalho de modo extraordinário", acrescentou.
Segundo o governante português, "já foram repatriadas cerca de 500 pessoas", muitos em voos comerciais ou em articulação com ligações excecionais de outros países.
"Estamos a planear um voo para amanhã (domingo) que até pode não se realizar", porque "tínhamos muita gente no Qatar e há voos comerciais", pelo que "essa situação pode não se colocar", disse Emídio Sousa.
Hoje, o aeroporto do Dubai, o mais movimentado do mundo em termos de tráfego internacional, já retomou as suas operações, após uma breve suspensão no início da manhã.
"Ouvimos um estrondo e percebemos que está a haver alguma coisa, mas tudo indica que conseguimos partir hoje", explicou a turista portuguesa.
Esta nova onda de ataques iranianos no oitavo dia da guerra desencadeada nesta região do mundo, desde sábado passado, na sequência da operação de Washington e Israel contra Teerão, surge horas depois de o exército israelita ter anunciado uma nova ronda de hostilidades contra as infraestruturas de Teerão.
O Aeroporto Internacional de Mehrabad, localizado em Teerão e alvo de ataques anteriores, sofreu um grande incêndio, de acordo com imagens divulgadas pela televisão local Press TV.
De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram no conflito, enquanto os ataques iranianos, segundo Israel, fizeram até agora dez mortos.
Os números são provisórios devido às restrições de acesso, à interrupção quase total da Internet e às dificuldades de verificação independente no terreno.
"Nós inscrevemo-nos para sermos repatriados no 'site', mas nunca fomos contactados. No navio, esteve alguém da embaixada e depois pedimos para ser adicionados para um grupo de whatsapp onde alguém colocou um ponto de recolha", afirmou uma passageira, que hoje tinha voo agendado para Barcelona, de onde fará ligação ao Porto.
"Nós falámos com a companhia e ela disse que só nos garantia segurança se ficássemos no cruzeiro e esperássemos por uma solução deles", explicou a passageira.
Versão diferente tem Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, assegurando que o embaixador português foi ao navio e falou com metade dos portugueses que estavam no navio.
"Um cruzeiro é uma cidade, não é fisicamente possível estar com todos" e "foram dadas indicações para proceder ao repatriamento", mas os passageiros optaram por regressar em voos organizados pela companhia.
"Custa-me crer, mas admito que alguém não tenha sido contactado. No entanto, o grupo foi contactado como um todo e estivemos em contacto permanente com a companhia", explicou o governante, que minimizou as queixas.
"Compreendo que há sempre algum 'stress' e as pessoas reagem de modo diferente, mas estamos a fazer o nosso trabalho e os nossos diplomatas estão a fazer o seu trabalho de modo extraordinário", acrescentou.
Segundo o governante português, "já foram repatriadas cerca de 500 pessoas", muitos em voos comerciais ou em articulação com ligações excecionais de outros países.
"Estamos a planear um voo para amanhã (domingo) que até pode não se realizar", porque "tínhamos muita gente no Qatar e há voos comerciais", pelo que "essa situação pode não se colocar", disse Emídio Sousa.
Hoje, o aeroporto do Dubai, o mais movimentado do mundo em termos de tráfego internacional, já retomou as suas operações, após uma breve suspensão no início da manhã.
"Ouvimos um estrondo e percebemos que está a haver alguma coisa, mas tudo indica que conseguimos partir hoje", explicou a turista portuguesa.
Esta nova onda de ataques iranianos no oitavo dia da guerra desencadeada nesta região do mundo, desde sábado passado, na sequência da operação de Washington e Israel contra Teerão, surge horas depois de o exército israelita ter anunciado uma nova ronda de hostilidades contra as infraestruturas de Teerão.
O Aeroporto Internacional de Mehrabad, localizado em Teerão e alvo de ataques anteriores, sofreu um grande incêndio, de acordo com imagens divulgadas pela televisão local Press TV.
De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram no conflito, enquanto os ataques iranianos, segundo Israel, fizeram até agora dez mortos.
Os números são provisórios devido às restrições de acesso, à interrupção quase total da Internet e às dificuldades de verificação independente no terreno.