Portuguesa suspeita de tráfico de menores foi detida e será ouvida na quinta-feira

São Tomé, 21 dez (Lusa) -- A portuguesa Mafalda Velez Horta, que estava a ser investigada pelas autoridades são-tomenses por alegado envolvimento numa rede de tráfico de menores, está detida desde terça-feira em São Tomé e será presente na quinta-feira ao Ministério Público, para interrogatório.

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Fontes da polícia contactadas pela Agência Lusa, na capital são-tomense, referiram que Mafalda Horta, cidadã portuguesa a residir em São Tomé e Príncipe, foi detida na terça-feira à tarde, depois de ter sido denunciada publicamente na segunda-feira pela jurista são-tomense Celisa Deus Lima de alegado envolvimento numa rede de tráfico de menores, acusação que a visada desmentiu categoricamente.

Celisa Lima acusou Mafalda Horta de se fazer passar por advogada no estrangeiro para trabalhos de adoção internacional.

"Esta senhora faz-se passar por advogada, diz às pessoas no estrangeiro que é advogada em São Tomé, mas não está inscrita na Ordem dos Advogados. Tem feito grande parte dos trabalhos de adoção internacional", acusou Celisa Lima, adiantando ter sido pessoalmente contactada por um casal de espanhóis que lhe contou "coisas assustadoras" sobre a portuguesa.

Celisa Lima, que é dirigente da Ordem dos Advogados de São Tomé e Príncipe, manifestou ainda a convicção de que Mafalda Horta "faz parte de uma rede com sustentáculos fortes no país e no estrangeiro que tem facilitado a saída rápida de crianças (deste país africano) para pais adotivos".

Na mesma altura, e em declarações a jornalistas, Mafalda Horta negou fazer parte de qualquer rede de tráfico de menores e confirmou ter participado em "alguns processos" de adoção, mas tudo dentro da legalidade, declarando-se "orgulhosa com o trabalho feito".

Hoje, o comandante distrital de Água Grande da Polícia Nacional, Kiakizik Nascimento, confirmou à Agência Lusa que a cidadã portuguesa se encontra detida nas instalações da polícia, "por falta de condição de detenção na Procuradoria-Geral da República".

Nascimento disse ainda que Mafalda Horta foi detida em São Tomé por ordem do Ministério Público são-tomense, numa operação que envolveu três delegados do Ministério Publico e dois inspetores da Polícia de Investigação Criminal.

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