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Possíveis ataques à Europa colocam Grécia em estado de alerta
O Irão ameaça atacar bases do Mediterrâneo Oriental caso Trump intensifique pressão militar no Estreito de Ormuz. Perante o cenário de ameaças, a Grécia já posicionou os mísseis Patriot para a ilha de Creta.
A imprensa internacional avança que o conflito entre os EUA e o Irão pode chegar a alguns países europeus. Isto porque de acordo com o jornal britânico Financial Times, o Irão ponderava lançar mísseis contra alvos norte-americanos na Europa, caso Trump intensifique a pressão militar sobre o Estreito de Ormuz.
Face a esta ameaça, a Grécia já reagiu. Na madrugada desta segunda-feira, as Forças Armadas gregas decidiram deslocar um dos sistemas de intercetação de mísseis Patriot da ilha de Karpathos, localizada no extremo leste da Grécia, para a ilha de Creta.
A imprensa internacional, sobretudo o jornal de referência grego Kathimerini, citou fontes militares e avançou que a bateria de mísseis estaria posicionada perto da base militar de Suda, no noroeste de Creta.
Vários meios de comunicação social avançaram com a informação de que a redistribuição começou já na manhã deste domingo, com a saída do grupo do porto de Karpathos numa balsa. A imprensa chegou a divulgar imagens que mostram as baterias de mísseis no porto, montadas sobre camiões, a aguardarem o embarque.
Creta é a maior ilha da Grécia e ocupa uma posição estratégica no Mediterrâneo Oriental. A baía de Suda, por seui lado, alberga instalações militares utilizadas pelo Exército grego e pelos aliados da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), incluindo os Estados Unidos.
Grécia em alerta não comenta o assunto
O alarme soou junto das autoridades gregas depois de na semana passada o jornal britânico Financial Times ter noticiado que o Irão estava a avaliar a possibilidade de atacar bases com interesses norte-americanos na Europa.
Há duas que merecem grande preocupação por parte das autoridades gregas: a Bulgária (onde a base aérea de Bezmer deu luz verde para que as aeronaves americanas pudessem reabastecer entre julho e outubro), e o Chipre (onde uma base britânica já tinha sido alvo de um drone em março deste ano).
Entretanto, o Ministério grego da Defesa remeteu-se ao silêncio, mas não desvaloriza o cenário de ameça. O jornal grego Kathimerini explica que o Irão possui um número significativo de mísseis balísticos com um alcance superior a 2.000 quilómetros, e por isso, poderiam atingir alguns alvos no sudeste da Europa.