PR agradece investimentos e ações sociais da Rede Aga Khan em Moçambique

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, saudou hoje a assinatura de um acordo de cooperação com o Imamat Ismaili para fortalecer as relações entre ambas as partes e agradeceu os investimentos e ações sociais da Rede Aga Khan no país.

Lusa /

"Este é um acordo que visa reforçar os laços históricos entre Moçambique e o Imamat Ismaili e estabelecer e consolidar parcerias em áreas de interesse comum, com uma ênfase particular na educação", declarou o chefe de Estado de Moçambique, à margem de um encontro, em Maputo, com o Príncipe Rahim Aga Khan, na primeira visita do líder ismaelita ao país.

Segundo Daniel Chapo, o acordo visa, sobretudo, consolidar e expandir a cooperação em "áreas prioritárias" como educação, saúde, cultura, ambiente e desenvolvimento socioeconómico.

Recordando que a parceria entre Moçambique e a entidade supranacional teve início formal em 1998, Chapo reiterou que, desde então, a relação tem "florescido", e o novo acordo visa dar "uma nova dinâmica e abrir uma nova página para o futuro comum".

"Queremos reiterar os nossos agradecimentos pelos projetos e programas que a Rede Aga Khan tem levado a cabo em Moçambique (...) nas áreas que incluem ação social, saúde, educação, turismo e desenvolvimento económico e social", disse.

O Presidente moçambicano manifestou esperança em futuros investimentos "estruturantes" da Rede Aga Khan no país, entre os quais referiu "a expansão da Academia para outras províncias, a construção de um hospital de referência na província de Maputo, a criação de mais infraestruturas turísticas e o estabelecimento de uma instituição financeira voltada para apoiar jovens e mulheres empreendedoras".

"Moçambique oferece enormes potencialidades, e nos últimos 25 anos provámos que juntos podemos desenvolver projetos com impacto visível no seio das comunidades", declarou.

Chapo agradeceu ainda o apoio da rede na resposta humanitária às calamidades naturais que afetam ciclicamente Moçambique e a presença do Príncipe Rahim no país, considerando a assinatura do novo acordo "um presente para o povo moçambicano" quando se assinalam, quarta-feira, os 50 anos de independência nacional.

"Cinquenta anos de Independência, um momento de festa, e a assinatura deste acordo é mesmo um presente para o povo moçambicano, porque vamos fazer muita coisa juntos", concluiu.

Por outro lado, o príncipe Aga Khan reiterou que o acordo assinado permitirá aprofundar a amizade e a colaboração: "Há um futuro emocionante pela frente para nós".

"Temos muito do que nos orgulhar hoje, e do que nossos dois antecessores e seus antecessores realizaram neste país juntos", acrescentou Rahim Aga Khan.

Daniel Chapo, desafiou, na quarta-feira, a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) a alargar os projetos que tem em Moçambique à área da saúde, como complemento ao trabalho que já realiza no país.

De acordo com dados de 2024, a AKDN trabalha em 30 países e coordena atualmente cerca de mil programas e instituições, sendo que os primeiros foram estabelecidos há um século. Emprega presentemente 96.000 pessoas em todo o mundo, das quais 1.700 em Moçambique e, destas, 95% são moçambicanos.

Os principais projetos da rede em Moçambique estão virados para os setores da educação, da saúde, das infraestruturas e indústria, operando sobretudo na província de Cabo Delgado e com um acordo de cooperação assinado em 1998, segundo informação anterior da instituição.

Entre os principais projetos destaca-se a empresa MozTex, um investimento da AKDN que procura, há mais de 15 anos, revitalizar a indústria têxtil em Moçambique, um setor em que o país já foi o "gigante" na África austral.

No total, a Rede Aga Khan investiu mais de seis milhões de dólares (5,2 milhões de euros, no câmbio atual) para remontar a fábrica, mas o principal desafio esteve sempre ligado à mão de obra, que tinha de ser formada, tendo a empresa capacitado 1.300 funcionários.

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