PR moçambicano lamenta morte de cardeal Júlio Duarte Langa
O Presidente moçambicano lamentou hoje a morte de Júlio Duarte Langa, cardeal da diocese de Xai-Xai, destacando o seu legado de dedicação à Igreja Católica, à promoção da paz, da reconciliação e apoio às comunidades mais vulneráveis.
Numa mensagem de condolências dirigida à Igreja Católica em Moçambique, à diocese de Xai-Xai, aos familiares e aos fiéis, o chefe de Estado moçambicano considerou que a morte de Júlio Duarte Langa, ocorrida hoje, representa a perda de "uma figura de grande referência espiritual e humana" no país africano.
O falecido cardeal, refere ainda Daniel Chapo, "dedicou a sua vida ao serviço da Igreja e do povo moçambicano".
O Presidente recordou que o cardeal exerceu durante quase 30 anos as funções de bispo de Xai-Xai, distinguindo-se pelo apoio às populações mais vulneráveis e pelo compromisso com a promoção da paz e da reconciliação nacional.
Na mensagem, Chapo destacou igualmente o contributo do cardeal para a aproximação da religião às comunidades, através da tradução de documentos do Concílio Vaticano II para línguas moçambicanas, valorizando a diversidade cultural e linguística do país.
Nascido a 09 de junho de 1957, na então cidade de Lourenço Marques, atual Maputo, Júlio Duarte Langa foi uma das principais vozes da Igreja Católica na defesa da paz e da reconciliação durante a guerra civil pós-independência.
Nomeado bispo em 1976, liderou a diocese de Xai-Xai durante quase três décadas. Foi criado cardeal em 2015, pelo falecido Papa Francisco.