Prefeito do Rio de Janeiro consegue autorização judicial para disputar eleição

O prefeito da cidade brasileira do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, conseguiu hoje autorização para concorrer às eleições municipais do próximo mês, após uma decisão liminar (provisória) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reverteu uma condenação anterior.

Lusa /

Crivella, candidato à reeleição nas autárquicas que serão disputados no Brasil em novembro, tornou-se inelegível nos próximos seis anos por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), no fim de setembro.

À época, o prefeito foi condenado por abuso de poder político porque teria participado num evento da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), no qual o seu filho, Marcelo Hodge Crivella, foi apresentado como pré-candidato ao cargo de deputado, em 2018.

De acordo com o TRE-RJ, o prefeito do Rio de Janeiro mobilizou funcionários do serviço de limpeza urbana em veículos oficiais para um ato político em que apresentou o seu filho como candidato.

Apesar da decisão contra ele, o líder do Partido Republicano, que congrega políticos ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, maior grupo evangélico do Brasil, em nenhum momento suspendeu a campanha eleitoral.

Na sequência do julgamento, a defesa do prefeito pediu a outro tribunal, o TSE, que anulasse a condenação, petição que foi atendida pelo juiz Mauro Campbell Marques.

Esta nova decisão, porém, ainda terá de ser homologada ou anulada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral em data ainda não definida.

Ao conceder a liminar em favor de Crivella o juiz alegou existir uma "aparente fragilidade do conjunto probatório no sentido da efetiva participação de Marcelo Bezerra Crivella no evento narrado".

Em nota divulgada pelo portal de notícias G1, Crivella disse que a decisão do TSE "fez justiça" e que não houve abuso de poder no evento da Comlurb, já que o filho dele perdeu a eleição.

Crivella, que tem altos índices de rejeição (59% dos eleitores afirmam que não votariam nele de nenhuma forma), é o segundo colocado nas sondagens de intenção de voto para a prefeitura do Rio de Janeiro, com 14% de apoio, abaixo do ex-prefeito Eduardo Paes, que lidera com 30%.

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