Prémio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais para Mary Robinson

A ex-presidente da Irlanda Mary Robinson foi hoje galardoada com o Prémio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais 2006 pela sua contribuição em favor dos direitos civis no mundo.

Agência LUSA /

O júri quis sublinhar a "fibra moral" desta jurista de prestígio internacional, que entre 1997 e 2002 foi Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e lidera actualmente um projecto mundial sobre a ética da globalização e o desenvolvimento sustentado.

Na declaração do júri, é acentuado o compromisso de Robinson para com "os mais nobres valores" e a sua dedicação a remover os obstáculos "que impedem a muitos o desfrute efectivo dos direitos humanos (Ó), para tornar realidade um mundo sem fronteiras de homens e mulheres livres".

A primeira mulher presidente da Irlanda, entre 1990 e 1997, tornou-se também na primeira mulher a receber o Prémio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais nos seus 26 anos de existência.

às últimas votações do galardão deste ano chegaram também os nomes do sociólogo britânico Ralf Dahrendorf, do economista norte- americano Paul Anthony Samuelson e do ex-presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos Alan Greenspam, num total de 28 candidatos de 13 países que concorriam ao prémio, que em 2005 foi atribuído ao politólogo italiano Giovanni Sartori.

Trata-se do sexto prémio que a Fundação com o nome do herdeiro da coroa de Espanha atribui este ano, depois dos da Comunicação e Humanidades (National Geographic), Cooperação Internacional (Bill e Melinda Gates), Artes (o cineasta Pedro Almodôvar) Investigação Científica e Técnica (o físico Juan Ignacio Cirac) e Letras (o escritor Paul Auster).

Todas estas distinções são dotadas de 50.000 euros e uma escultura criada e doada expressamente pelo artista Joan Miró.

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