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"Preparem-se". Trump poderá anunciar recandidatura à Casa Branca ainda este mês
O ex-presidente norte-americano voltou a deixar no ar a hipótese de se recandidatar à presidência dos EUA em 2024. Segundo assessores de Trump, o ex-inquilino da Casa Branca poderá mesmo anunciar uma candidatura nas próximas semanas. “Preparem-se, isso é tudo o que vos digo”, disse Trump durante um comício em Iowa, na quinta-feira.
Durante um comício na noite de quinta-feira em Iowa, Donald Trump voltou a lançar a dica de uma possível recandidatura à Casa Branca em 2024. "Preparem-se, isso é tudo o que vos digo. Muito em breve. Preparem-se", disse Trump.
A agência Reuters avança mesmo que o ex-presidente poderá anunciar oficialmente a sua recandidatura ainda este mês e já estará em contacto com os seus aliados para esclarecer possíveis cenários.
“Como uma traça atraída pela luz, Trump concorrerá em 2024”, disse um dos assessores do ex-presidente, citado pela Reuters. O assessor, que falou sob condição de anonimato, afirmou que Trump deverá fazer o anúncio depois das eleições intercalares, a 8 de novembro, e ainda antes do Dia de Ação de Graças, celebrado a 24 de novembro.
“Creio que ele quer candidatar-se e anunciá-lo antes do Dia de Ação de Graças dá-lhe uma grande vantagem em relação aos seus oponentes — ele sabe-o”, afirmou o assessor.
Um anúncio nas próximas semanas pode excluir potenciais rivais para a indicação do partido, disseram os assessores, embora tenham acrescentado que é possível que o ex-presidente adie uma decisão ou mude de ideias.
No Iowa, durante o primeiro de quatro comícios em cinco dias enquanto faz campanha para candidatos republicanos nas eleições intercalares, Trump repetiu a sua tese infundada de que perdeu as eleições de 2020 devido à fraude eleitoral.
"Eu concorri duas vezes. Ganhei duas vezes e estive muito melhor nesta segunda vez do que na primeira, recebendo milhões de votos a mais em 2020 do que em 2016”, disse Trump. "E consegui mais votos do que qualquer presidente em exercício na história do nosso país, de longe”, acrescentou.
"E agora, para tornar o nosso país bem-sucedido, seguro e glorioso, vou muito, muito, muito provavelmente fazer isso de novo", declarou. De facto, Trump conseguiu o maior número de votos na história dos EUA para um presidente em exercício nas eleições de 2020 (72 milhões), mas o atual presidente, Joe Biden, conseguiu superar, com 81 milhões de votos.
Caso Trump decida concorrer em 2024, o ex-presidente poderá ter primeiro de disputar o lugar com vários nomes de destaque do Partido Republicano, que também estão a considerar uma candidatura à nomeação republicana para as presidenciais de 2024.
Entre os potenciais rivais republicanos estãoo ex-vice-presidente de Trump, Mike Pence, o governador da Flórida, Ron DeSantis, e o governador da Virgínia, Glenn Youngkin.
Intercalares são decisivas
Para já, tanto Trump como Biden estão focados nas eleições intercalares da próxima semana, que vão definir o cenário político dos EUA antes das eleições presidenciais de 2024. Nestas eleições, vão a jogo todos os 435 lugares da Câmara de Representantes, 35 dos 100 lugares do Senado e ainda 36 lugares de governadores.
Enquanto o presidente democrata procura manter o controlo no Congresso para manter a estabilidade na segunda metade do seu mandato, Trump espera que os republicanos ganhem vantagem e, assim, abrir caminho para o seu regresso à Casa Branca.
Investigadores e analistas eleitorais apartidários asseveram que é altamente provável que os republicanos ganhem a maioria na Câmara dos Deputados dos EUA e também tenham uma probabilidade de assumir o controlo do Senado, o que lhes daria o poder de bloquear a agenda legislativa do presidente Joe Biden nos próximos dois anos.
Os democratas avançam para estas eleições em desvantagem, com a alta inflação e o baixo índice de aprovação de Biden, que permaneceu abaixo de 50% durante mais de um ano, chegando aos 40% numa sondagem recente da Reuters/Ipsos.
Uma derrota muito pesada nestas próximas eleições pode complicar ainda mais o cenário de um segundo mandato presidencial para Joe Biden, que tem manifestado a intenção de se recandidatar.
O cenário não é, por sua vez, também muito favorável para Trump, que continua com a sua imagem manchada após o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA, que continua ainda bem presente na memória dos norte-americanos.
Para além disso, Trump é atualmente alvo de uma série de investigações, incluindo uma investigação do Departamento de Justiça sobre documentos confidenciais que o ex-presidente terá retirado da Casa Branca depois de deixar o cargo.
A pesquisa da Reuters/Ipsos no final do mês passado mostrava que apenas 41% dos norte-americanos mantêm o apoio a Trump.
c/ agências
A agência Reuters avança mesmo que o ex-presidente poderá anunciar oficialmente a sua recandidatura ainda este mês e já estará em contacto com os seus aliados para esclarecer possíveis cenários.
“Como uma traça atraída pela luz, Trump concorrerá em 2024”, disse um dos assessores do ex-presidente, citado pela Reuters. O assessor, que falou sob condição de anonimato, afirmou que Trump deverá fazer o anúncio depois das eleições intercalares, a 8 de novembro, e ainda antes do Dia de Ação de Graças, celebrado a 24 de novembro.
“Creio que ele quer candidatar-se e anunciá-lo antes do Dia de Ação de Graças dá-lhe uma grande vantagem em relação aos seus oponentes — ele sabe-o”, afirmou o assessor.
Um anúncio nas próximas semanas pode excluir potenciais rivais para a indicação do partido, disseram os assessores, embora tenham acrescentado que é possível que o ex-presidente adie uma decisão ou mude de ideias.
No Iowa, durante o primeiro de quatro comícios em cinco dias enquanto faz campanha para candidatos republicanos nas eleições intercalares, Trump repetiu a sua tese infundada de que perdeu as eleições de 2020 devido à fraude eleitoral.
"Eu concorri duas vezes. Ganhei duas vezes e estive muito melhor nesta segunda vez do que na primeira, recebendo milhões de votos a mais em 2020 do que em 2016”, disse Trump. "E consegui mais votos do que qualquer presidente em exercício na história do nosso país, de longe”, acrescentou.
"E agora, para tornar o nosso país bem-sucedido, seguro e glorioso, vou muito, muito, muito provavelmente fazer isso de novo", declarou. De facto, Trump conseguiu o maior número de votos na história dos EUA para um presidente em exercício nas eleições de 2020 (72 milhões), mas o atual presidente, Joe Biden, conseguiu superar, com 81 milhões de votos.
Caso Trump decida concorrer em 2024, o ex-presidente poderá ter primeiro de disputar o lugar com vários nomes de destaque do Partido Republicano, que também estão a considerar uma candidatura à nomeação republicana para as presidenciais de 2024.
Entre os potenciais rivais republicanos estãoo ex-vice-presidente de Trump, Mike Pence, o governador da Flórida, Ron DeSantis, e o governador da Virgínia, Glenn Youngkin.
Intercalares são decisivas
Para já, tanto Trump como Biden estão focados nas eleições intercalares da próxima semana, que vão definir o cenário político dos EUA antes das eleições presidenciais de 2024. Nestas eleições, vão a jogo todos os 435 lugares da Câmara de Representantes, 35 dos 100 lugares do Senado e ainda 36 lugares de governadores.
Enquanto o presidente democrata procura manter o controlo no Congresso para manter a estabilidade na segunda metade do seu mandato, Trump espera que os republicanos ganhem vantagem e, assim, abrir caminho para o seu regresso à Casa Branca.
Investigadores e analistas eleitorais apartidários asseveram que é altamente provável que os republicanos ganhem a maioria na Câmara dos Deputados dos EUA e também tenham uma probabilidade de assumir o controlo do Senado, o que lhes daria o poder de bloquear a agenda legislativa do presidente Joe Biden nos próximos dois anos.
Os democratas avançam para estas eleições em desvantagem, com a alta inflação e o baixo índice de aprovação de Biden, que permaneceu abaixo de 50% durante mais de um ano, chegando aos 40% numa sondagem recente da Reuters/Ipsos.
Uma derrota muito pesada nestas próximas eleições pode complicar ainda mais o cenário de um segundo mandato presidencial para Joe Biden, que tem manifestado a intenção de se recandidatar.
O cenário não é, por sua vez, também muito favorável para Trump, que continua com a sua imagem manchada após o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA, que continua ainda bem presente na memória dos norte-americanos.
Para além disso, Trump é atualmente alvo de uma série de investigações, incluindo uma investigação do Departamento de Justiça sobre documentos confidenciais que o ex-presidente terá retirado da Casa Branca depois de deixar o cargo.
A pesquisa da Reuters/Ipsos no final do mês passado mostrava que apenas 41% dos norte-americanos mantêm o apoio a Trump.
c/ agências