Presidente angolano reafirma eleições em 2008 e 2009, com transparência e justiça

O Presidente José Eduardo dos Santos reafirmou que o governo de Angola está "firmemente empenhado" na criação das condições necessárias à realização de eleições legislativas em 2008 e presidenciais em 200 9, com "transparência e justiça". "O governo está firmemente empenhado na criação das condições necessárias para garantir o cumprimento com rigor de todas as etapas que nos levarão à realizaçã o das próximas eleições legislativas e presidenciais com transparência e justiça , nos anos 2008 e 2009 respectivamente", salientou José Eduardo dos Santos.

Agência LUSA /

O chefe de Estado angolano discursava em Luanda, durante a tradicional cerimóni a de apresentação de cumprimentos de ano novo ao corpo diplomático acreditado no país. Segundo Eduardo dos Santos, Angola caminha para a "completa normalização" da vi da política tendo começado o registo eleitoral.

Na sua intervenção, o estadista angolano referiu que para o país, o ano que fin dou foi "francamente positivo", estando agora a consolidar os avanços conseguido s no processo de reconciliação nacional, ao mesmo tempo que se realiza a desmina gem do território e as grandes obras públicas que vão permitir e estabelecer as raízes "indispensáveis" para reabilitação da economia e do desenvolvimento nacio nal.

"Em todos os processos enumerados foi importante a compreensão encontrada junto dos governos que representam. Com alguns desses governos foram estabelecidos ac ordos bilaterais que colocaram à disposição de Angola facilidades financeiras qu e têm contribuído para a reconstrução nacional e para a criação de parcerias emp resariais com vantagens recíprocas", afirmou Eduardo dos Santos.

Para o presidente angolano, essa cooperação permite ao governo mobilizar mais r ecursos e capacidades para atacar as grandes prioridades da sua agenda interna, designadamente a paz e a segurança, o combate à pobreza e à exclusão social, à m elhoria dos serviços de saúde e educação, o investimento em sectores produtivos para gerar mais riqueza e emprego, a reconstrução e o desenvolvimento das infra- estruturas económicas e sociais.

"Estamos assim abertos à participação da comunidade internacional neste esforço de modernização de Angola, pois estamos conscientes que o nosso país possui abu ndantes recursos naturais e tem uma população interessada em aprender e a supera r-se constantemente, integrando-se num processo de globalização justo que lhe pe rmita atingir o progresso e o bem-estar", frisou.

De acordo com Eduardo dos Santos, a situação internacional continua a oferecer a Angola "exemplos contraditórios de avanços extraordinários no campo da ciência e da tecnologia, e de preocupantes recuos no plano das relações entre Estados".

"Desta situação resultam conflitos antigos e recentes, muitos deles compli cados no Médio Oriente e em várias regiões de África, América Latina e Ásia, e q ue se agudizam quase sempre por causa do uso da força e da subalternização da po lítica do diálogo e da negociação", disse.

Segundo o chefe de Estado de Angola, as enormes transformações políticas, econó micas e culturais que agitam o Mundo de hoje exigem uma colaboração "intensa" e novas formas de concertação e de solidariedade entre as Nações. "Só o comprometimento de todos os países e a partilha de responsabilidades poderão contribuir para a resolução dos problemas que afectam a humanidade, com o a preservação da paz e da segurança internacionais, a luta contra o terrorismo , o narcotráfico e a emigração ilegal", defendeu José Eduardo dos Santos.

Nesse sentido, considerou "urgente" a reforma da Organização das Nações Un idas, para que ela seja actualizada e adequada aos novos tempos, configurando o seu estatuto de única força capaz de unir todas as Nações do Mundo, num esforço comum para garantir um futuro para a Terra.


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