Presidente brasileiro expressa tristeza pela tragédia em Beirute

por Mário Aleixo - RTP
Jair Bolsonaro lamentou a explosão no porto de Beirute Joedson Alves - EPA

O Presidente do Brasil, país que alberga a maior comunidade libanesa do mundo, disse estar "profundamente triste" com a explosão de terça-feira no porto de Beirute, que provocou a morte a uma centena de pessoas.

"Profundamente triste com as cenas da explosão em Beirute. O Brasil abriga a maior comunidade de libaneses do mundo e, deste modo, sentimos essa tragédia como se fosse em nosso território. Manifesto minha solidariedade às famílias das vítimas mortais e aos feridos", escreveu Jair Bolsonaro.

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro declarou numa nota que "está a acompanhar o incidente com atenção" e indicou que "não há até agora notícias de cidadãos brasileiros mortos ou gravemente feridos".

Por outro lado, o Ministério da Defesa brasileiro informou que "a mulher de um oficial da Aeronáutica" brasileiro, que trabalha como adido militar no país árabe, sofreu ferimentos ligeiros quando estava perto de uma janela na altura da explosão.
Ação destruidora
Cerca de 2750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu, fazendo pelo menos 100 mortos e quatro mil feridos, revelou o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab.

"É inadmissível que um carregamento de nitrato de amónio, estimado em 2.750 toneladas, estivesse há seis anos num armazém, sem medidas de precaução. É inaceitável e não podemos calar-nos sobre esta questão", disse o primeiro-ministro durante a reunião do Conselho Superior de Defesa, segundo relato de um porta-voz em conferência de imprensa.

O nitrato de amónio é um fertilizante químico e também é um componente de explosivos.

Duas enormes explosões no porto de Beirute fizeram pelo menos 70 mortos e 3.700 feridos e provocaram cenas de devastação na capital libanesa.

A deslocação do ar provocada pela deflagração foi sentida até na ilha de Chipre, a mais de 200 quilómetros de Beirute.

"Não vamos descansar enquanto não encontrarmos o responsável pelo que se passou, para que ele preste contas", prometeu o primeiro-ministro.
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