Presidente croata louva operação "Tempestade" que pôs fim à guerra servo-croata
O presidente croata, Stipe Mesic, louvou hoje a operação militar "Tempestade" lançada há 10 anos pelas forças nacionais e que permitiu a Zagreb, em Agosto de 1995, reassumir o controlo da maior parte dos territórios ocupados pelos secessionistas sérvios.
A operação, cujo comandante - o general Ante Gotovina - foi acusado de crimes de guerra em 2001 pelo Tribunal penal internacional, saldou-se também no êxodo de dezenas de milhares de sérvios da Croácia. Gotovina está a monte desde então.
"A operação Tempestade representa uma prova histórica que demonstrou que a nação croata é capaz de estabelecer, defender e preservar a sua independência e o seu estado", declarou Mesic, numa mensagem à nação.
O décimo aniversário daquela operação militar será assinalado sexta-feira em Knin, centro.
Em 1991, quando a Croácia proclamou a sua independência e rompeu com a ex-Jugoslávia, a minoria sérvia do país, apoiada militarmente pelo regime no poder em Belgrado, ocupou os territórios croatas onde era maioritária.
Os separatistas proclamaram então a República dos sérvios de Krajina, que abrangia cerca de um terço do território da Croácia, e expulsaram da zona, violentamente, toda a população croata.
Segundo a ONU, cerca de 280.000 sérvios fugiram da Croácia durante a guerra de 1991-95. Na sua maioria, foram expulsos do território durante a operação "Tempestade" e a operação de reconquista "Relâmpago", de Maio de 1995.
Até agora, regressaram aos seus lares aproximadamente 10.000 refugiados sérvios (números da ONU).