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COVID-19
Presidente da Argentina apanhado em festa durante a pandemia
Uma fotografia na qual o presidente da Argentina festeja o aniversário da primeira-dama, quando vigorava uma proibição de reuniões sociais durante a pandemia, deixou Alberto Fernández exposto a um processo penal e a uma eventual demissão.
"Lamento o que aconteceu. Não vai voltar a acontecer", disse o chefe de Estado, perante a divulgação da fotografia, depois de ter negado a existência de reuniões sociais na residência oficial em flagrante infração do decreto que as proibia, assim como a circulação noturna, quando era obrigatório o uso de máscaras e o distanciamento social.
"Fabiola (Yanez, primeira-dama) convocou uma reunião com os amigos que não devia ter feito. Definitivamente percebo que não devia ter feito", afirmou Alberto Fernández, que participou na festa.
A fotografia, do dia 14 de julho de 2020, aniversário da primeira-dama, Fabiola Yañez, mostra uma festa sem medidas de proteção.
Mas a divulgação de uma lista de frequentadores da residência presidencial, durante o auge do confinamento na Argentina, também revelou a existência de convidados para uma festa no aniversário do próprio Alberto Fernández em 2 de abril de 2020.
Na altura, o governo divulgou que "o aniversário da primeira-dama, por ser em plena pandemia, será por 'zoom' (aplicação vídeo) e com máscaras".
Há registo de dezenas de visitas de cabeleireiros para a primeira-dama, enquanto no país os cabeleireiros foram obrigados a fechar portas durante sete meses. O cão do presidente recebeu dezenas de sessões de treino, enquanto as escolas do país estavam fechadas. Quando a circulação estava proibida, dezenas de convidados foram à residência presidencial para reuniões que podiam ter sido feitas por video conferência.
A confissão de uma festa em plena quarentena expõe Alberto Fernández a consequências legais previstas nos decretos que o próprio anunciou, depois de ter participado na sua redação como presidente e como advogado penal.
O chefe do gabinete de ministros, Santiago Cafiero, definiu como "um erro" a festa clandestina na residência oficial e preferiu acusar a oposição de "fazer uso político" da situação em plena campanha eleitoral para as eleições legislativas em novembro.
"Fabiola (Yanez, primeira-dama) convocou uma reunião com os amigos que não devia ter feito. Definitivamente percebo que não devia ter feito", afirmou Alberto Fernández, que participou na festa.
A fotografia, do dia 14 de julho de 2020, aniversário da primeira-dama, Fabiola Yañez, mostra uma festa sem medidas de proteção.
Mas a divulgação de uma lista de frequentadores da residência presidencial, durante o auge do confinamento na Argentina, também revelou a existência de convidados para uma festa no aniversário do próprio Alberto Fernández em 2 de abril de 2020.
Na altura, o governo divulgou que "o aniversário da primeira-dama, por ser em plena pandemia, será por 'zoom' (aplicação vídeo) e com máscaras".
Há registo de dezenas de visitas de cabeleireiros para a primeira-dama, enquanto no país os cabeleireiros foram obrigados a fechar portas durante sete meses. O cão do presidente recebeu dezenas de sessões de treino, enquanto as escolas do país estavam fechadas. Quando a circulação estava proibida, dezenas de convidados foram à residência presidencial para reuniões que podiam ter sido feitas por video conferência.
A confissão de uma festa em plena quarentena expõe Alberto Fernández a consequências legais previstas nos decretos que o próprio anunciou, depois de ter participado na sua redação como presidente e como advogado penal.
Os artigos 205 e 239 do Código Penal aos que Alberto Fernández fazia alusão a cada novo anúncio de renovação do confinamento estabelecem penas de seis meses a dois anos de prisão a quem violar as medidas que impedem a introdução ou a propagação de uma epidemia e até de um ano de prisão por desobedecer uma autoridade.