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Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil acusado de corrupção
O procurador-geral do Brasil, Rodrigo Janot, acusou formalmente esta quinta-feira o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, por suspeitas de corrupção passiva e branqueamento de capitais na petrolífera Petrobras, visada pela operação Lava-Jato.
Eduardo Cunha é suspeito de receber subornos de contratos da Petrobras com a empresa coreana Samsung Heavy Industries, para o fornecimento de dois navios.
No entanto, o procurador-geral da República não pediu o afastamento do presidente da Câmara de Deputados.
Além de Eduardo Cunha, O Ministério Público Federal acusou formalmente o atual senador e ex-Presidente da República, Fernando Collor de Mello, o ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos e a ex-deputada Solange Almeida do PMDB-RJ. Segundo a imprensa brasileira, a acusação formal, denominada como denúncia no Brasil, chegou na quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal e será o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL, de esquerda) que deve defender na Casa Legislativa a saída de Eduardo Cunha do cargo.
Eduardo Cunha, filiado no Partido do Movimento Democrático, que se considera na oposição ao Governo de Dilma Rousseff, ainda não comentou a acusação formal. E desde o início da abertura do processo que nega qualquer envolvimento em irregularidades, afirmando ser alvo de perseguição por parte de Rodrigo Janot e do Palácio do Planalto.
Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, as acusações são uma estratégia para o enfraquecer, dado o seu protagonismo no Legislativo e apoio a vários projetos contra a vontade do Executivo de Dilma Rousseff.
O advogado de Eduardo Cunha considera que a acusação é “facilmente derrubável”.
Teori Zavaschi, juiz relator dos casos relacionados com a investigação Lava Jato, deve agora submeter a acusação aos outros juízes do Supremo Tribunal Federal, que decidirão se acolhem ou rejeitam a denúncia. Se for aceite, abre-se uma ação penal e Cunha passa à condição de réu.
Investigação começou em outubro
A investigação ao presidente da Câmara dos Deputados começou em outubro de 2014 a partir do depoimento de Alberto Youssef, um dos denunciantes da operação Lava Jato em Curitiba.
Segundo Alberto Youssef, o operador da Samsung Heavy Industries e de uma empresa parceira, a Mitsui, Júlio Gerin Camargo, pagou luvas a Eduardo Cunha no valor de cinco milhões de dólares, a partir do fecho do contrato da empresa coreana com a Petrobras, revela o jornal Folha de São Paulo.
Os dois contratos custaram aos cofres da petrolífera brasileira 1,2 mil milhões de dólares.
“Foram assinados dois contratos para fornecimento dos navios-sondas Petrobras 10.000 e Vitória 10.000, com o consentimento do então diretor da área internacional da petrolífera”, acrescenta o jornal.
As luvas foram pagas por Camargo ao intermediário no negócio Fernando Soares, o Baiano, por meio de remessas para o exterior.
As investigações da operação Lava-Jato concluíram que era Baiano que controlava as contas abertas em nome das firmas offshore Three Lions Energy, mantida no banco Leu, em Genebra, Falcon Equity, na Suíça, e da 3 Lions Heavy Industries em Hong Kong.
Segundo a Folha de São Paulo, “Eduardo Cunha está absolutamente sereno com a acusação e afirma estar inocente”.
Dilma não comenta
Por sua vez, a Presidente Dilma Rosseff recusou-se a comentar a denúncia do Supremo Tribunal Federal.
“A Presidência da República e o Executivo não fazem análise a respeito de investigações nem a respeito de outros poderes”, afirmou a Presidente no final de um almoço com a chanceler alemã, Angela Merkel.
Manifestações de apoio
Na última noite, milhares de pessoas saíram às ruas, no Brasil, em contramanifestações de apoio à Presidente.
As marchas realizaram-se em mais de 30 cidades de 13 Estados brasileiros. Os manifestantes protestaram contra uma eventual impugnação do mandato de Dilma Rousseff.
João Pacheco Miranda, André Velloso - RTP
Os protestos foram convocados por movimentos sociais e organizações sindicais de esquerda, como a União Nacional dos Estudantes, a Central Única dos Trabalhadores e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Os manifestantes, apesar de defenderem a manutenção de Rousseff como Presidente e considerarem a sua possível deposição “um golpe”, criticaram a reforma fiscal do Ministério da Fazenda e a Agenda Brasil, que diz respeito a medidas propostas pelo Senado e aprovadas pelo Governo.
Os grupos defenderam reivindicações tradicionais de esquerda: reformas agrárias, políticas e de impostos.
No entanto, o procurador-geral da República não pediu o afastamento do presidente da Câmara de Deputados.
Além de Eduardo Cunha, O Ministério Público Federal acusou formalmente o atual senador e ex-Presidente da República, Fernando Collor de Mello, o ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos e a ex-deputada Solange Almeida do PMDB-RJ. Segundo a imprensa brasileira, a acusação formal, denominada como denúncia no Brasil, chegou na quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal e será o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL, de esquerda) que deve defender na Casa Legislativa a saída de Eduardo Cunha do cargo.
Eduardo Cunha, filiado no Partido do Movimento Democrático, que se considera na oposição ao Governo de Dilma Rousseff, ainda não comentou a acusação formal. E desde o início da abertura do processo que nega qualquer envolvimento em irregularidades, afirmando ser alvo de perseguição por parte de Rodrigo Janot e do Palácio do Planalto.
Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, as acusações são uma estratégia para o enfraquecer, dado o seu protagonismo no Legislativo e apoio a vários projetos contra a vontade do Executivo de Dilma Rousseff.
O advogado de Eduardo Cunha considera que a acusação é “facilmente derrubável”.
Teori Zavaschi, juiz relator dos casos relacionados com a investigação Lava Jato, deve agora submeter a acusação aos outros juízes do Supremo Tribunal Federal, que decidirão se acolhem ou rejeitam a denúncia. Se for aceite, abre-se uma ação penal e Cunha passa à condição de réu.
Investigação começou em outubro
A investigação ao presidente da Câmara dos Deputados começou em outubro de 2014 a partir do depoimento de Alberto Youssef, um dos denunciantes da operação Lava Jato em Curitiba.
Segundo Alberto Youssef, o operador da Samsung Heavy Industries e de uma empresa parceira, a Mitsui, Júlio Gerin Camargo, pagou luvas a Eduardo Cunha no valor de cinco milhões de dólares, a partir do fecho do contrato da empresa coreana com a Petrobras, revela o jornal Folha de São Paulo.
Os dois contratos custaram aos cofres da petrolífera brasileira 1,2 mil milhões de dólares.
“Foram assinados dois contratos para fornecimento dos navios-sondas Petrobras 10.000 e Vitória 10.000, com o consentimento do então diretor da área internacional da petrolífera”, acrescenta o jornal.
As luvas foram pagas por Camargo ao intermediário no negócio Fernando Soares, o Baiano, por meio de remessas para o exterior.
As investigações da operação Lava-Jato concluíram que era Baiano que controlava as contas abertas em nome das firmas offshore Three Lions Energy, mantida no banco Leu, em Genebra, Falcon Equity, na Suíça, e da 3 Lions Heavy Industries em Hong Kong.
Segundo a Folha de São Paulo, “Eduardo Cunha está absolutamente sereno com a acusação e afirma estar inocente”.
Dilma não comenta
Por sua vez, a Presidente Dilma Rosseff recusou-se a comentar a denúncia do Supremo Tribunal Federal.
“A Presidência da República e o Executivo não fazem análise a respeito de investigações nem a respeito de outros poderes”, afirmou a Presidente no final de um almoço com a chanceler alemã, Angela Merkel.
Manifestações de apoio
Na última noite, milhares de pessoas saíram às ruas, no Brasil, em contramanifestações de apoio à Presidente.
As marchas realizaram-se em mais de 30 cidades de 13 Estados brasileiros. Os manifestantes protestaram contra uma eventual impugnação do mandato de Dilma Rousseff.
João Pacheco Miranda, André Velloso - RTP
Os protestos foram convocados por movimentos sociais e organizações sindicais de esquerda, como a União Nacional dos Estudantes, a Central Única dos Trabalhadores e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Os manifestantes, apesar de defenderem a manutenção de Rousseff como Presidente e considerarem a sua possível deposição “um golpe”, criticaram a reforma fiscal do Ministério da Fazenda e a Agenda Brasil, que diz respeito a medidas propostas pelo Senado e aprovadas pelo Governo.
Os grupos defenderam reivindicações tradicionais de esquerda: reformas agrárias, políticas e de impostos.