Presidente da Colômbia diz que vai ficar até 2026
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, garantiu que vai continuar o seu mandato até 2026 e acusou a oposição de usar a acusação do filho por branqueamento de capitais e enriquecimento ilícito para o derrubar.
"Claro que tentaram usar as cicatrizes da família, as feridas, algumas vão cicatrizar, outras talvez nunca, (...) para tentar abrir caminho para o colapso do primeiro governo popular na Colômbia", disse Petro na quinta-feira.
O chefe de Estado, que celebra na segunda-feira o primeiro ano no poder, defendeu que deve a sua eleição "ao povo e a mais ninguém". "É ao povo a quem devo responder", disse Petro, num evento público em Sincelejo, capital da região de Sucre, no norte da Colômbia.
"Tenham a certeza absoluta de que este governo termina por mandato popular, de mais ninguém, e é bom que fique claro na Colômbia: não há ninguém que possa acabar com este governo a não ser o próprio povo (...) Vamos até ao ano de 2026", enfatizou o Presidente.
O procurador responsável pelo caso de Nicolás Petro disse na quinta-feira que o filho mais velho do presidente admitiu que parte do dinheiro recebido de um traficante de droga foi usado na campanha eleitoral presidencial do pai.
"Parte desse dinheiro entrou nos seus cofres (de Nicolás Petro) e outros para a campanha presidencial de 2022 em que foi eleito o nosso atual presidente, Dr. Gustavo Petro Urrego", disse Mario Burgos, numa audiência pública.
Burgos disse que Nicolás Petro, detido no passado sábado, aceitou colaborar com a justiça e "prestou informações relevantes que o Ministério Público desconhecia" sobre o destino do dinheiro vindo do narcotraficante Samuel Santander Lopesierra.
O procurador acrescentou que o filho do presidente prometeu entregar documentação, ficheiros áudios e outros tipos de provas como gesto de colaboração com a justiça da Colômbia.