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Presidente de Itália propõe nomeação de governo de tecnocratas

O Presidente de Itália anunciou esta segunda-feira que os partidos políticos não conseguiram chegar a entendimento para a formação de um Governo. Sérgio Mattarella propôs aos partidos que apoiem um governo de iniciativa presidencial que se demitiria em dezembro. O chefe de Estado assinala que a realização de novas eleições em julho ou no próximo outono poderá por em causa a elaboração do Orçamento.

RTP /
Alessandro Bianchi - Reuters

Esta decisão do chefe de Estado italiano surge dois meses depois de nenhum partido ou coligação ter conseguido uma maioria estável nas eleições legislativas. O Presidente da República voltou a receber esta segunda-feira os partidos, tendo concluído não ser possível a formação de um governo com uma maioria estável.

O Parlamento italiano encontra-se atualmente fragmentado em três blocos. A coligação de direita, liderada pelo partido de extrema-direita Liga, conseguiu 37 por cento dos votos. O Movimento Cinco Estrelas conquistou 32 por cento dos votos e o Partido Democrático 19 por cento. Nenhum deles obteve maioria absoluta.

O Presidente de Itália decidiu dar agora tempo para que os partidos se pronunciem sobre o apoio a um governo de tecnocratas, com personalidades neutras. A proposta de Mattarela é que este executivo lidere o país até dezembro, garantindo que Itália prepara o Orçamento do Estado do próximo ano e volta a ter voz na cena internacional.

Sérgio Mattarella colocou o ónus da decisão nos partidos, tendo alertado que a não nomeação de um governo de tecnocratas conduzirá o país a novas eleições em julho ou durante o outono de 2018. O Presidente da República teme que a realização imediata de novas eleições coloque em risco o cumprimento das metas orçamentais e a preparação do Orçamento do Estado para 2019.

Atualmente, só o Partido Democrático anunciou previamente apoiar esta iniciativa do Presidente. O Movimento Cinco Estrelas de Luigi Di Maio e a Liga de Matteo Salvini opõem-se à nomeação de um governo de iniciativa presidencial e defendem a realização de novas eleições em julho.

Itália foi já governada por um governo de tecnocratas entre 2011 e 2013. Na altura, o economista Mário Monti assumiu a chefia do executivo num período conturbado para a República Italiana.
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