Mundo
Presidente do Burundi admite formação de Governo de união nacional
Pierre Nkurunziza deverá ser o vencedor das eleições presidenciais que decorreram esta terça-feira e cujos resultados só deverão ser conhecidos quinta-feira à noite. O Presidente aceitou já contudo a proposta do líder da oposição para formar um Governo de unidade nacional e evitar uma crise política que se anuncia violenta.
Agathon Rwasa, como Nkurunziza um antigo líder rebelde na guerra civil do Burundi e principal líder da oposição, afirmou à Agência Reuters recear um golpe de Estado por parte dos generais do Burundi.
"Alguns já começaram a agitar a ameaça de um confronto armado", disse Rwasa, referindo-se aos militares que, em maio, aproveitaram a crise política gerada pela candidatura de Nkurunziza a um terceiro mandato para tentar assumir o poder.

O golpe de Estado falhou mas poderá voltar a ocorrer, avisa Rwasa. "Pelo bem do Burundi, a ideia de um Governo de unidade nacional deve ser aceite" recomenda o líder da oposição, acrescentando que a sua proposta inclui novas eleições, possivelmente dentro de um ano.
O gabinete de Pierre Nkurunziza diz estar pronto a aceitar a proposta mas rejeita a realização de novas eleições.
"Um Governo de unidade nacional não é problema para Pierre Nkurunziza estamos prontos para o fazer", afirmou um conselheiro do Presidente, Willy Nyamitwe, rejeitando ainda como "impossível" a ideia do Presidente encurtar o seu terceiro mandato consecutivo de cinco anos.
Resultados eleitorais só quinta-feira
À exceção da morte de um polícia e de um civil no meio de um tiroteio e de explosões na capital Bujumbura, horas antes do início da votação, as eleições presidenciais decorreram praticamente sem incidentes. As três semanas de campanha foram marcadas por atentados e confrontos violentos anti-governamentais sobretudo na capital.
A oposição em peso boicotou as eleições, acusando Nkurunziza de se agarrar ao poder e impedir a liberdade democrática.
As eleições foram amplamente criticadas também pela comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, a União Europeia e a Bélgica, antiga potência colonial. Washington acusou mesmo o Governo de perseguir a oposição e grupos da sociedade civil, o que, considera, descredibilizou as eleições.
O conselheiro Willy Nyamitwe afastou por seu lado cenários de fraude eleitoral e fez um balanço positivo do ato eleitoral. "A taxa de participação é muito satisfatória e a forma como decorreu prova até aos indecisos que o Burundi atingiu uma certa maturidade na realização de eleições livres, calmas e transparentes", afirmou.

A participação eleitoral rondou os 70 por cento dos 3.8 milhões de eleitores e foi maior nas zonas rurais, onde Nkurunziza é muito popular.
Os votos já começaram a ser contados mas não se esperam resultados antes de quinta-feira à noite, afirmou o Presidente da Comissão eleitoral, Pierre-Claver Ndayicariye, à Agência France Presse.
"Alguns já começaram a agitar a ameaça de um confronto armado", disse Rwasa, referindo-se aos militares que, em maio, aproveitaram a crise política gerada pela candidatura de Nkurunziza a um terceiro mandato para tentar assumir o poder.
O golpe de Estado falhou mas poderá voltar a ocorrer, avisa Rwasa. "Pelo bem do Burundi, a ideia de um Governo de unidade nacional deve ser aceite" recomenda o líder da oposição, acrescentando que a sua proposta inclui novas eleições, possivelmente dentro de um ano.
O gabinete de Pierre Nkurunziza diz estar pronto a aceitar a proposta mas rejeita a realização de novas eleições.
"Um Governo de unidade nacional não é problema para Pierre Nkurunziza estamos prontos para o fazer", afirmou um conselheiro do Presidente, Willy Nyamitwe, rejeitando ainda como "impossível" a ideia do Presidente encurtar o seu terceiro mandato consecutivo de cinco anos.
Resultados eleitorais só quinta-feira
À exceção da morte de um polícia e de um civil no meio de um tiroteio e de explosões na capital Bujumbura, horas antes do início da votação, as eleições presidenciais decorreram praticamente sem incidentes. As três semanas de campanha foram marcadas por atentados e confrontos violentos anti-governamentais sobretudo na capital.
A oposição em peso boicotou as eleições, acusando Nkurunziza de se agarrar ao poder e impedir a liberdade democrática.
As eleições foram amplamente criticadas também pela comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, a União Europeia e a Bélgica, antiga potência colonial. Washington acusou mesmo o Governo de perseguir a oposição e grupos da sociedade civil, o que, considera, descredibilizou as eleições.
O conselheiro Willy Nyamitwe afastou por seu lado cenários de fraude eleitoral e fez um balanço positivo do ato eleitoral. "A taxa de participação é muito satisfatória e a forma como decorreu prova até aos indecisos que o Burundi atingiu uma certa maturidade na realização de eleições livres, calmas e transparentes", afirmou.
A participação eleitoral rondou os 70 por cento dos 3.8 milhões de eleitores e foi maior nas zonas rurais, onde Nkurunziza é muito popular.
Os votos já começaram a ser contados mas não se esperam resultados antes de quinta-feira à noite, afirmou o Presidente da Comissão eleitoral, Pierre-Claver Ndayicariye, à Agência France Presse.