Presidente do PT denuncia ameaças da extrema-direita contra campanha de Lula

São Paulo, Brasil, 21 mar (Lusa) -- A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) brasileiro, Gleisi Hoffmann, denunciou esta terça-feira que milícias de extrema-direita ameaçam a campanha do ex-Presidente Lula da Silva no sul do país, reclamando proteção do Estado.

Lusa /

Hoffmann afirmou que a integridade física de Luiz Inácio Lula da Silva e da sua sucessora na presidência, Dilma Rousseff, está ameaçada por "milícias" formadas pela "extrema-direita" que "querem impedir que a campanha" do candidato presidencial avance.

"A situação é grave, está em causa o direito de ir e vir de dois ex-Presidentes da República", disse a presidente do PT, em Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul.

A também senadora adiantou ter contactado formalmente as autoridades regionais e federais para reforçar a segurança dos dois antigos chefes de Estado brasileiros, que hoje participaram numa nova ação de campanha, rodeados por centenas de apoiantes.

"A segurança de Lula e Dilma é responsabilidade do Estado brasileiro", sublinhou.

O início da volta de Lula pelo sul do Brasil ficou marcado na segunda-feira por protestos, na localidade de Bagé, cidade fronteiriça com o Uruguai, onde um grupo de pessoas protestou com tratores, cavalos e bonecos de grandes dimensões do ex-Presidente vestido de preso.

Esta terça-feira, Lula afirmou que este ano, quando se realizam as presidenciais, o PT voltará a governar o Brasil, e reiterou que a oposição tem medo do seu regresso ao Palácio do Planalto, que ocupou entre 2003 e 2010.

"Não querem que regressemos para que o pobre não aprenda a andar de cabeça erguida", disse.

Lula, que lidera todas as sondagens sobre as intenções de voto para as eleições presidenciais de outubro, foi condenado em segunda instância a 12 anos de prisão por corrupção passiva e branqueamento de capitais.

A prisão do candidato presidencial pode ser decretada nas próximas semanas ou meses, uma vez analisados os recursos apresentados pela defesa.

O antigo governante percorrerá nos próximos dias 17 cidades dos três estados do sul do Brasil para falar com a população sobre as exigências sociais para as eleições.

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