Mundo
Presidente israelita vai convidar Gadi Eisenkot para formar governo
Gadi Eisenkot, líder do bloco de oposição ao atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, foi o escolhido para tentar formar governo em Israel.
Em comunicado divulgado este sábado, a presidência de Israel indica que Gadi Eisenkot foi convocado à residência presidencial às 17h00 (hora local, 15h00 em Portugal Continental), onde vai ser formalmente convidado a procurar uma solução de governo.
"O Presidente [Isaac] Herzog convidou Gadi Eisenkot para a residência presidencial, onde lhe confiará, amanhã, às 17h00, a missão de formar governo", adianta o comunicado.
A coligação liderada pelo antigo chefe das Forças Armadas de Israel não detém a maioria e por isso deverá enfrentar grandes dificuldades na tentativa de formar um Governo estável.
Gadi Eisenkot terá 42 dias para apresentar uma proposta de executivo. Se falhar, o presidente Issac Herzog poderá convidar o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a procurar uma solução.
Se todas as tentativas falharem ao fim de um prazo de 100 dias, haverá novas eleições em Israel. Na quarta-feira, o presidente israelita sublinhou que tudo deve ser feito para evitar um novo escrutínio.
Gadi Eisenkot, do partido centrista Yashar, tem 66 anos e foi chefe do Estado-Maior israelita entre 2015 e 2019. A agência France Presse descreve-o como um político de "respostas breves" e "pouco à vontade" com o inglês. Perdeu o filho e dois sobrinhos em operações recentes do exército israelita na Faixa de Gaza após o 7 de outubro de 2023 e defendeu a criação de uma comissão de inquérito para investigar as falhas de segurança que permitiram o ataque.
Gadi Eisenkot, do partido centrista Yashar, tem 66 anos e foi chefe do Estado-Maior israelita entre 2015 e 2019. A agência France Presse descreve-o como um político de "respostas breves" e "pouco à vontade" com o inglês. Perdeu o filho e dois sobrinhos em operações recentes do exército israelita na Faixa de Gaza após o 7 de outubro de 2023 e defendeu a criação de uma comissão de inquérito para investigar as falhas de segurança que permitiram o ataque.
Durante a campanha, prometeu restaurar a imagem de Israel nos palcos internacionais e "unir de novo todos os israelitas". No entanto, está longe de ser um pacifista, opondo-se à criação de um Estado palestiniano e prometendo eliminar o Hamas "em 18 meses" caso fosse eleito.
Os cenários em cima da mesa
Convidado a formar Governo num cenário de grande fragmentação política, há a possibilidade de Eisenkot constituir um executivo minoritário apenas com os aliados próximos do partido, contando com o apoio tácito dos partidos árabes que conseguiram eleger deputados, ainda que não integrem formalmente a coligação.
Desta forma, obteria o apoio de 48 deputados da coligação, mais 19 deputados dos partidos árabes, ou seja, um total de 67 lugares no Knesset. O Parlamento israelita tem um total de 120 deputados e são necessários pelo menos 61 lugares para assegurar uma maioria.
No entanto, é de realçar que Gadi Eisenkot prometeu durante a campanha que não iria incluir partidos árabes num eventual Governo, no contexto de uma maior animosidade em relação às minorias árabes desde os ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023.
Os dois partidos árabes já adiantaram que apoiam a nomeação de Eisenkot e dizem estar prontos para colaborar com o novo primeiro-ministro, isto de forma a assegurar que o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, do Likud, não regressa ao poder.
Por outro lado, Eisenkot poderá procurar aliar-se aos dois partidos ultraortodoxos, aliados tradicionais do Likud, que alcançaram 13 lugares e poderiam garantir um total de 61 lugares ao ex-general.
Nesta solução governativa, o maior obstáculo seria alcançar uma posição concertada sobre uma questão polémica em Israel: a isenção do serviço militar que é geralmente concedidas a estudantes de seminários ultraortodoxos e que foi criticada por Eisenkot e aliados.
Uma terceira solução seria uma coligação de unidade, com partidos de direita e centro direita, incluindo o próprio Likud, de Benjamin Netanyahu.
Esta coligação parece ainda mais improvável, uma vez que a coligação encabeçada por Eisenkot assumiu como principal promessa de campanha retirar Netanyahu do poder.
Desta forma, obteria o apoio de 48 deputados da coligação, mais 19 deputados dos partidos árabes, ou seja, um total de 67 lugares no Knesset. O Parlamento israelita tem um total de 120 deputados e são necessários pelo menos 61 lugares para assegurar uma maioria.
No entanto, é de realçar que Gadi Eisenkot prometeu durante a campanha que não iria incluir partidos árabes num eventual Governo, no contexto de uma maior animosidade em relação às minorias árabes desde os ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023.
Os dois partidos árabes já adiantaram que apoiam a nomeação de Eisenkot e dizem estar prontos para colaborar com o novo primeiro-ministro, isto de forma a assegurar que o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, do Likud, não regressa ao poder.
Por outro lado, Eisenkot poderá procurar aliar-se aos dois partidos ultraortodoxos, aliados tradicionais do Likud, que alcançaram 13 lugares e poderiam garantir um total de 61 lugares ao ex-general.
Nesta solução governativa, o maior obstáculo seria alcançar uma posição concertada sobre uma questão polémica em Israel: a isenção do serviço militar que é geralmente concedidas a estudantes de seminários ultraortodoxos e que foi criticada por Eisenkot e aliados.
Uma terceira solução seria uma coligação de unidade, com partidos de direita e centro direita, incluindo o próprio Likud, de Benjamin Netanyahu.
Esta coligação parece ainda mais improvável, uma vez que a coligação encabeçada por Eisenkot assumiu como principal promessa de campanha retirar Netanyahu do poder.
(com agências)